O Pentágono anunciou, nesta sexta-feira, o envio de um segundo porta-aviões para o Oriente Médio. O movimento estratégico ocorre em um momento de escalada nas tensões entre os Estados Unidos e o Irã. A embarcação escolhida é o Gerald R. Ford, o mais novo e maior porta-aviões do mundo, que estava operando anteriormente no Caribe.
O presidente Donald Trump justificou a medida como uma forma de precaução diplomática e militar. Ao ser questionado sobre o envio do reforço, o republicano afirmou que o equipamento é necessário para o caso de um acordo com o governo iraniano não ser concretizado. “Caso não façamos um acordo, precisaremos dele… se precisarmos, o teremos pronto”, declarou o presidente.
Reforço estratégico e arsenal na região
O Gerald R. Ford deve levar pelo menos uma semana para chegar ao seu destino. No Oriente Médio, ele se juntará ao porta-aviões Abraham Lincoln, além de diversos destróieres equipados com mísseis guiados, caças de combate e aeronaves de vigilância que já foram deslocados para a área nas últimas semanas.
Esta não é a primeira vez que os Estados Unidos mantêm uma presença dupla de porta-aviões na região. No ano passado, em junho, a mesma configuração foi utilizada para a realização de ataques contra instalações nucleares iranianas. O movimento é considerado significativo devido à escassez desse recurso: os militares americanos possuem apenas 11 porta-aviões em todo o seu arsenal, e seus cronogramas costumam ser planejados com grande antecedência.
Impacto na América Latina e negociações
Antes da nova ordem de deslocamento, o Gerald R. Ford participava de operações na Venezuela, no início deste ano. Com a saída da embarcação do Caribe, o Comando Sul dos Estados Unidos, responsável pelas operações na América Latina, emitiu um comunicado informando que manterá o foco no combate a “atividades ilícitas e atores malignos no Hemisfério Ocidental”.
A decisão de reforçar o poderio militar foi sinalizada por Trump ao longo da semana. Apesar da movimentação de tropas, o presidente demonstrou otimismo em relação à diplomacia, embora tenha mantido o tom de alerta.
“Se não forem [bem-sucedidas as negociações], será um dia ruim para o Irã”, alertou Trump aos repórteres nesta sexta-feira. Até o momento, a estratégia americana combina a pressão militar com a possibilidade de diálogo para resolver o impasse com Teerã.




