Uma segunda mulher acusou o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, de assédio sexual. A vítima, que era secretária no gabinete de Buzzi em 2023, relatou episódios periódicos e disse ter medo de perder o emprego. Segundo o depoimento ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), testemunhas viram a funcionária terceirizada chorando após as investidas do magistrado e pedindo ajuda. Ela afirmou que pensou em pedir demissão diversas vezes, mas precisava do trabalho.
Marco Buzzi, que foi provisoriamente afastado do cargo por decisão da Corte, nega as acusações e se declara inocente. A defesa classificou o afastamento como desnecessário e um precedente arriscado.
O ministro está sob investigação de duas denúncias. O STJ decidiu pelo afastamento de forma unânime, em uma sessão marcada por consternação, segundo relatos. Trechos dos depoimentos foram lidos pelo ministro Francisco Falcão.
A investigação ainda está em curso e a tipificação penal pode variar de importunação sexual a crimes mais graves, dependendo da conclusão dos investigadores e do Ministério Público Federal (MPF).
A primeira denúncia foi feita por uma jovem de 18 anos, filha de amigos de Buzzi, que o acusa de tentativa de agarrá-la repetidas vezes em 9 de janeiro, na casa de praia do ministro em Balneário Camboriú, Santa Catarina. A família registrou boletim de ocorrência em São Paulo.
Durante o afastamento, Buzzi fica impedido de usar o local de trabalho e demais prerrogativas do cargo, mas continuará recebendo salário. Ele enviou uma carta aos colegas do STJ, na qual expressa seu impacto com as notícias, repudia as acusações e afirma que demonstrará sua inocência nos procedimentos. Buzzi alega ter uma trajetória pessoal e profissional ilibada e uma família coesa ao seu lado, pedindo cautela na apreciação das acusações.
Com informações de O Globo




