InícioDestaquesTécnicos de enfermagem são presos suspeitos de matar 3 pacientes no DF

Técnicos de enfermagem são presos suspeitos de matar 3 pacientes no DF

Mortes foram identificadas por uma comissão interna do hospital. As ordens judiciais foram cumpridas nos dias 12 e 15 de janeiro, contra os três investigados

A Polícia Civil investiga três homicídios ocorridos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital no Distrito Federal, após a unidade de saúde acionar as autoridades na véspera de Natal. Três técnicos de enfermagem foram presos temporariamente. 

 

As mortes foram identificadas por uma comissão interna, que constatou os óbitos suspeitos em novembro e dezembro de 2025.

Imagens internas do hospital, que ainda não foram divulgadas, mostraram comportamento fora do padrão de três técnicos de enfermagem, o que motivou o acionamento da polícia e a criação de uma força-tarefa. Um dos investigados seguia atuando no hospital no início das apurações.

Segundo a investigação, um dos técnicos utilizava o sistema hospitalar logado em nome de médicos para prescrever medicamentos, retirar os insumos na farmácia, preparar as substâncias e aplicá-las diretamente nas vítimas. A polícia afirma que duas outras técnicas tinham ciência do que seria feito.

Em um dos casos, após o término do medicamento, o técnico teria injetado desinfetante mais de dez vezes em uma paciente. A polícia não divulga o nome das substâncias utilizadas. Aplicadas diretamente na veia, elas causam parada cardiorrespiratória e morte.

Com base nos elementos reunidos, a Polícia Civil do Distrito Federal solicitou prisão temporária e mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais foram cumpridas nos dias 12 e 15 de janeiro, contra os três investigados.

Quem são as vítimas 

  • Professora aposentada, 75 anos, deixou filhos e netos;
  • Servidor da Caesb, 63 anos, deixou viúva, filhos e netos;
  • Homem de 33 anos, deixou esposa e uma criança.

O que diz o hospital 

Em nota, o Hospital Anchieta informou que ao identificar circunstâncias atípicas relacionadas a três óbitos ocorridos em sua UTI, a unidade de saúde instaurou, por iniciativa própria um comitê interno de análise e ”conduziu investigação célere e rigorosa, que em menos de vinte dias resultou na identificação de evidências envolvendo ex-técnicos de enfermagem, as quais foram formalmente encaminhadas às autoridades competentes”. 

“Com base nessas evidências, fruto da investigação interna realizada pela instituição, o próprio Hospital requereu a instauração de inquérito policial, bem como a adoção das medidas cautelares cabíveis, inclusive a prisão cautelar dos envolvidos os quais já haviam sido desligados da Instituição, prisões as quais foram cumpridas pelas autoridades nos dias 12 e 15 de janeiro de 2026”, disse o hospital. 

“Pautado pela transparência de seus processos e pela confiança nos protocolos internos que norteiam sua atuação, o Hospital entrou em contato com as famílias envolvidas, prestando todos os esclarecimentos necessários de forma responsável e acolhedora. Reitera, ainda, que o caso tramita em segredo de justiça, o que impossibilita a divulgação de informações adicionais bem como a identificação das partes envolvidas”, acrescentou. 

No comunicado, o hospital afirmou que entende que o segredo de justiça é “imprescindível à preservação da apuração, à proteção das partes envolvidas e ao regular exercício das atribuições das autoridades competentes, o qual deve ser estritamente observado de acordo com os limites impostos pela decisão judicial”. 

“O Hospital, enquanto também vítima da ação destes ex-funcionários, solidariza-se com os familiares das vítimas, e informa que está colaborando de forma irrestrita e incondicional com as autoridades públicas, reafirmando seu compromisso permanente com a segurança dos pacientes, com a verdade e a justiça”, finalizou.

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