Os Estados Unidos apreenderam o petroleiro Marinera (anteriormente Bella 1) nesta quarta-feira (7), após uma perseguição prolongada pelo Oceano Atlântico. A embarcação é acusada de integrar uma “frota paralela” utilizada para transportar petróleo ilícito da Venezuela.
Detalhes da operação
- Perseguição e Fuga: A Guarda Costeira dos EUA tentou realizar a abordagem original em dezembro de 2025, próximo à costa venezuelana, mas o navio fugiu em direção ao nordeste.
- Monitoramento: Aeronaves de vigilância P-8 foram mobilizadas da base de RAF Mildenhall, na Inglaterra, para rastrear o navio enquanto ele subia a costa do Reino Unido.
- Apoio logístico: O governo Trump reposicionou recursos militares no Reino Unido para apoiar a ação, incluindo o pouso de pelo menos 12 aviões de transporte C-17 em bases britânicas entre 3 e 5 de janeiro de 2026.
Manobra diplomática e tensões
Durante a fuga, a tripulação tentou evitar a apreensão pintando uma bandeira russa no casco e renomeando o navio para Marinera, buscando proteção diplomática de Moscou.
- Posição da Rússia: O governo russo emitiu um protesto formal exigindo o fim da perseguição e registrou a embarcação em seu sistema oficial.
- Posição dos EUA: O governo americano rejeitou a validade da mudança de bandeira, classificando o petroleiro como navio apátrida para justificar a apreensão legal em águas internacionais.
A apreensão marca um escalonamento significativo na aplicação de sanções contra o setor petrolífero venezuelano e aumenta a tensão diplomática entre Washington e Moscou no início de 2026.
Da Redação




