É de se esperar que toda movimentação internacional marcante reverbere no mundo dos investimentos. Não está sendo diferente desde o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, cuja ação capturou o então líder político do país, Nicolás Maduro. Enquanto o cenário segue instável, investidores buscam por alternativas mais seguras para manterem seus patrimônios – o que está refletindo na valorização dos metais preciosos.
O ataque dos EUA contra a Venezuela aconteceu no sábado, dia 3. Já nesta segunda-feira, dia 5, os metais preciosos registraram alta devido ao aumento de procura pelos ativos.
Às 9h39 do horário de Brasília, a prata para março (valor atual do ativo a ser requerido em março) subiu 5,07%, ficando a US$ 74.615 mil (cerca de R$ 403,5 mil, na cotação atual) por onça-troy. Onça-troy é a unidade de medida de peso utilizada para negociar e precificar metais preciosos na bolsa de valores, que representa pouco mais de 31,1 gramas.
Já o paládio, também referente a março, avançou 2,57%, chegando a US$ US$ 1.735 (cerca de R$ 9,3 mil) a onça-troy. Paládio é um metal nobre branco-prateado do grupo da platina.
Outra alta registrada foi o ouro para fevereiro, que subiu 2,24%, ficando a US$ 4.426,30 (cerca de R$ 23,9 mil) por onça-troy.
“A disposição de Trump de saquear os recursos venezuelanos sinaliza risco adicional para países que investem em ativos dos EUA”, explicou Joshua Mahony, da Scope Markets, corretora global de serviços financeiros.
Ele acredita que Trump mostrou suas cartas “como alguém que também poderá recorrer a ações militares contra vizinhos se considerar isso de importância estratégica”. Em meio a isso, metais preciosos são vistos como ativos mais estáveis e são alternativas encaradas como mais seguras.




