Uma reunião tensa entre o chefe de segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e o responsável pela empresa terceirizada contratada para reforçar a segurança encerrou a noite desta terça-feira (11), em Belém. O encontro foi marcado por reclamações sobre a falta de capacitação da empresa Jaguar e pela ausência de profissionais que têm faltado ao serviço. Procurada pela reportagem, a Jaguar não respondeu aos questionamentos.
A segurança da Zona Azul — área que abriga delegações oficiais e espaços de negociação — é de responsabilidade da ONU. O local foi invadido por indígenas e manifestantes ligados ao PSOL na noite de terça. Dois seguranças tiveram ferimentos leves.
O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) vai enviar, ainda nesta quarta-feira (12), mais 30 homens para reforçar o esquema de proteção. Cerca de 60 agentes já atuam desde o início da COP30 nas Zonas Verde e Azul.
A permanência do GSI no local foi um pedido feito pela ONU à Casa Civil, segundo fontes do governo.
Belém está sob a vigência da Lei de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), mas nem o Exército nem a Polícia Militar ofereceram resistência à ação dos manifestantes.




