A Corte de Cassação rejeitou nesta quarta-feira (8) os recursos apresentados pelos advogados de defesa de Carla Zambelli. Por consequência, a deputada deve aguardar o julgamento de sua extradição para o Brasil na penitenciária de Rebibbia, em Roma.
Segundo a defesa de Zambelli, houve um erro protocolar apresentado pelo Brasil no pedido de extradição da deputada. Os defensores argumentam que “quem assinou o pedido foi o ministro Alexandre de Moraes, mas deveria ter sido assinado pelo ministro da Justiça Ricardo Lewandowski”.
Um segundo recurso apresentado pelos advogados se referia à possibilidade de Zambelli aguardar o julgamento da extradição em prisão domiciliar ou em liberdade.
O processo de extradição de Carla Zambelli corre em paralelo e, em breve, deve começar a ser julgado na Corte de Apelação.
As três audiências precedentes se referiam à custódia da deputada. Ela está na prisão de Rebibbia, em Roma, desde o fim de julho em regime fechado.
Os defensores de Zambelli argumentam que ela sofre de graves problemas de saúde e por isso não poderia ficar na prisão. No entanto, o perito médico do tribunal italiano avaliou, em agosto, que não havia incompatibilidade entre a condição física de Zambelli e a permanência dela na penitenciária.
“Risco de fuga”
Os recursos tentavam reverter a decisão da Corte de Apelação de Roma, que, em agosto, recusou o pedido de liberdade provisória ou prisão domiciliar de Zambelli. Na ocasião, os magistrados entenderam que havia “fortes indícios de risco de fuga” por parte da deputada.
A apresentação dos recursos de Zambelli na Corte de Cassação foi a sexta a ser discutida nesta manhã em Roma, dentre mais de 20 casos. Os advogados da deputada estiveram na sala de audiência por cerca de 45 minutos.




