A radialista e cantora Lena Rios, conhecida como Barradinha, morreu na tarde desta segunda-feira (7), aos 75 anos, em Teresina. A cantora. Ela havia sido diagnosticada com enfisema pulmonar e estava com 70% dos pulmões comprometidos.
O velório será realizado a partir das 20h, na Pax União.
Lena Rios, que nasceu no mesmo dia do aniversário de Teresina, 16 de agosto, deixou um legado artístico expressivo, com discos produzidos por Roberto Menescal, nos quais interpretou músicas inéditas do poeta Torquato Neto, além de composições de Raul Seixas, Luiz Melodia e Nelson do Cavaquinho.
A artista também regravou clássicos de Cartola, Adoniram Barbosa e Luiz Gonzaga, e ganhou projeção nacional ao se destacar no VII Festival Internacional da Canção (1972), quando ficou entre os primeiros colocados cantando “Eu sou eu, Nicuri é o Diabo”.
Marcelo Barradas, filha de Lena, postou uma homenagem nas redes sociais e afirmou que herdou da sua mãe o amor pela comunicação.

Hoje o céu ganhou uma estrela, e eu perdi um pedaço do meu coração.
Partiu minha mãe, Maria do Socorro Barradas Falconery Rios, a nossa eterna Barradinha, como tantos carinhosamente a chamavam.
Ela não foi apenas minha mãe. Foi uma força da natureza, uma mulher que fez história na comunicação piauiense com sua voz firme, sua presença marcante e sua paixão por tudo o que fazia. Uma pioneira, uma guerreira, e uma inspiração para muitos.
Quem a conheceu, jamais esqueceu. Sua alegria, sua coragem, sua determinação. Dela herdei o amor pela comunicação, a obstinação por vencer desafios, e essa certeza de que nenhum sonho é alto demais.
Hoje me despeço com o coração em pedaços, mas com a alma cheia de gratidão. Por tudo o que você foi, por tudo o que você ensinou, por tudo o que você deixou.
Você não se vai completamente, mãe. Você vive!
Te amo eternamente.
Descanse em paz.
Da Redação




