O piloto Smit Machchhar, que sofreu um ataque de seu copiloto durante um voo para Israel, está em condição estável de saúde e não corre risco de morrer, informou um político indiano citando familiares da vítima.
Parag Shah disse à CNN que o homem passou por cirurgia em um hospital na Arábia Saudita e estava “fora de perigo”. O político é representante de Ghatkopar East, subúrbio da zona leste de Mumbai do qual Machchhar é originário. “Ele foi operado ontem, está fora de perigo e, sim, tornou-se um herói mundial”, comentou.
Shah relatou ainda à emissora que família do indiano ainda não havia conseguido falar diretamente com ele. As informações estariam sendo repassadas por representantes da Flydubai, enquanto os pais dele estão viajando para Dubai. O primeiro-ministro da índia, Narendra Modi, também entrou em contato com os familiares, conforme a mesma fonte.
O copiloto, que não teve a identidade divulgada, está sendo investigado pelos Emirados Árabes Unidos. As autoridades informaram que “a equipe de investigação começou a trabalhar no incidente” e que seu trabalho determinará se este “poderia estar vinculado a alguma atividade ou tentativa terrorista”.
O agressor estava trabalhando para Flydubai há oito meses, disse um funcionário israelense à CNN. Ele seria cidadão de Omã e uma das principais questões na investigação é entender por que a tripulação incluía um piloto de um país com o qual Israel não mantém relações diplomáticas.
O incidente ocorreu no voo FZ1073, que seguia de Dubai para Tel Aviv com 174 pessoas a bordo. Segundo autoridades israelenses, o copiloto esfaqueou o comandante, Smit Machchhar, e tentou provocar a queda do avião. Durante o episódio, a aeronave perdeu quase 14 mil pés — cerca de 4,3 km — de altitude em menos de 30 segundos.
Passageiros e tripulantes conseguiram dominar o copiloto e outros dois pilotos da Flydubai que viajavam no avião assumiram os comandos. A aeronave pousou em segurança em Tabuk, na Arábia Saudita. Os passageiros seguiram posteriormente em outro voo para Tel Aviv.
A motivação do copiloto ainda é investigada. Netanyahu e outras autoridades israelenses afirmaram que ele teria tentado derrubar o avião em um “ataque terrorista”, enquanto a companhia aérea disse que as causas do episódio permanecem desconhecidas e pediu que não sejam feitas conclusões prematuras sobre o caso.
Com informações da Reuters




