O piloto brasileiro Enderson Rafael encontrou uma maneira inusitada de prestar solidariedade ao influenciador e ex-mecânico de aviação Lito Sousa, que está internado em São Paulo após ser diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob. Na segunda-feira (24/8), ele conduziu um pequeno avião por mais de três horas sobre o Texas, nos Estados Unidos, para formar o nome de Lito no céu.
A homenagem ocorreu nas proximidades de Dallas, onde Enderson realizou o percurso a bordo de um Cessna 150M. O trajeto foi planejado para reproduzir o nome do influenciador e, segundo o piloto, o desenho alcançou proporções superiores às da cidade de São Paulo.
O voo também despertou a atenção de usuários do FlightRadar24, serviço que acompanha aeronaves em tempo real. Durante a homenagem, o percurso chegou a aparecer entre os voos mais monitorados da plataforma em todo o mundo.
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Lito tenta participar de estudos experimentais
Lito Sousa tornou público nos últimos dias o diagnóstico de doença de Creutzfeldt-Jakob, enfermidade neurodegenerativa rara e de progressão acelerada que compromete gradualmente funções cognitivas e motoras. Atualmente, não existe tratamento capaz de curar a doença.
No domingo (23/8), o influenciador voltou a aparecer em vídeo pela primeira vez desde que revelou a condição. Na gravação, pediu ajuda para conseguir participar de pesquisas clínicas que avaliam possíveis tratamentos experimentais contra a doença.
A esposa de Lito, Mila Seidl, também passou a buscar apoio para estabelecer contato com os pesquisadores responsáveis pelos estudos. De acordo com ela, os dois principais ensaios clínicos em andamento já não estariam recrutando novos participantes.
As pesquisas são realizadas nos Estados Unidos e em países da Europa e envolvem instituições como o Broad Institute, a Universidade de Harvard e a farmacêutica Ionis Pharmaceuticals.
Também no domingo, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o governo acompanha a situação. Questionado por um internauta sobre a possibilidade de ajudar na inclusão de Lito em pesquisas, Padilha disse que o Ministério da Saúde está “em contato” com as instituições responsáveis pelos estudos.




