Teresina • quinta-feira, 6 de agosto de 2026
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Audiência pública na Alepi debate couvert artístico a músicos piauienses

Por Redação 6 de agosto de 2026 3 min de leitura
Foto: Thiago Amaral / Ascom Alepi

A Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) realizou, nesta quinta-feira (6), audiência pública para debater o repasse do couvert artístico aos músicos piauienses. O Projeto, de Lei 23/2026, prevê que 80% da arrecadação de couvert deva ser repassada aos artistas.

A iniciativa foi requerida pelo deputado Gessivaldo Isaías (MDB) e subscrita pelo deputado Ziza Carvalho (MDB).

A audiência contou com a participação de diversos artistas, que pontuaram a necessidade de união da classe dos músicos e de lei que estabeleça regras em relação ao repasse. Além disso, foi cobrada a presença de representantes do Governo do Estado e da Fundação Monsenhor Chaves, da Prefeitura de Teresina, para discutir o tema, que foram convidados a participar da audiência mas não compareceram.

Para o músico Luciano Calixto, o conceito de couvert artístico está diretamente atrelado à satisfação dos clientes diante da apresentação artística realizada, portanto, o repasse deveria acontecer de maneira integral.

“Vamos ter iniciativa e atuar na vanguarda do movimento de regulamentação do couvert, podemos dar exemplo ao Brasil se fizermos uma legislação boa”, comentou o músico.

Outros pontos levantados foram a ausência de transparência de estabelecimentos acerca do montante arrecadado, cachês baixos e situações nas quais os artistas se apresentam, mas não recebem do bar ou restaurante.

O presidente da Ordem dos Músicos do Brasil – Seccional Piauí (OMB-PI), José de Arimateia Silva, apresentou uma proposta para a lei que está sendo debatida e afirmou que os músicos precisam se unir para poderem cobrar seus direitos,

“Só vão respeitar nosso trabalho de músicos quando estivermos unidos para cobrar e exigir nossos direitos”, disse o representante.

Participantes propõe mudanças no projeto para que legislação seja realmente aplicada.

O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) no Piauí, Vitor Bezerra, apresentou contrapontos, como os custos operacionais e a exclusividade à União para legislar sobre questões de Direito Civil. Ele pontuou que, para o repasse do couvert ser de 100%, o músico teria que “passar o chapéu” para pedir o pagamento, e o bar ou restaurante não teria nenhuma participação na cobrança. Ele também questionou a logística de divisão de pagamentos quando houver mais de um artista se apresentando naquele dia.

“Nunca vi nenhum artista ficar rico tocando em bar, nem em restaurante. É apenas uma porta de entrada para mostrar seu trabalho e fazer sucesso”, declarou, acrescentando que é preciso “tirar a miserabilidade da cabeça”. “Se o músico não receber, não tem que voltar lá para se apresentar novamente. É mudar a mentalidade para sair do ciclo vicioso”, defende.

Da Redação

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