A Fifa desistiu do projeto de criar a Fifa Forward Enterprise (FFE), uma empresa para administrar os direitos comerciais da Copa do Mundo e vender participações a investidores privados. Na noite desta sexta-feira, a entidade emitiu comunicado atribuído ao presidente Gianni Infantino em que descartou dar sequência aos planos após a repercussão negativa observada durante esta semana.
— Após ouvir atentamente a todas as opiniões, ficou claro que o projeto criou divisões que, independentemente do nível de apoio, já não servem ao objetivo inicialmente proposto. Nosso objetivo sempre foi – e sempre será – unir e melhorar. Consequentemente, esta proposta não prosseguirá — disse Infantino no comunicado oficial.
Infatino disse que promoverá reuniões nos próximos dias para se explicar e encontrar outras formas de apoiar o desenvolvimento do futebol.
— Olhando para o futuro, minha intenção é reunir todas as partes interessadas nos próximos dias e semanas, num espírito de interesse comum pelo nosso esporte, e com o objetivo de continuar a desenvolver o futebol em todos os lugares, e particularmente naqueles países que mais precisam do nosso apoio — concluiu.
O plano da Fifa havia provocado reações adversas nas entidades do futebol. As 55 federações filiadas à Uefa concordaram, em uma reunião de emergência, em boicotar as competições organizadas pela Fifa, incluindo a Copa do Mundo, caso Infantino mantivesse o projeto. No ano que vem, o Brasil sediará o Mundial feminino.
Depois, a Concacaf (Américas do Norte, Central e Caribe) também se mostrou opositora pública do plano. Em comunicado oficial, a entidade expressou “profunda preocupação com a falta de devido processo legal em torno da proposta”. Sem o apoio destas 35 associações membro, somadas às 55 da Uefa, a Fifa teria o projeto derrubado com mais 16 votos contrários, que impediriam a maioria simples (106) no universo das 211 federações.
Apesar de não ter confirmado voto contrário em bloco, a confederação asiática (AFC), que conta com 46 associações membro, foi outra a expressar preocupação com a proposta, e fez coro ao protesto da Uefa. Já as entidades de África (CAF), Oceania (OFC) e América do Sul (Conmebol) preferiram adotar posições neutras e citaram reuniões internas nas próximas semanas.
Da Redação




