O Japão é inegavelmente um dos países mais sujeitos a terremotos no mundo. Nesta terça-feira (28), um terremoto de magnitude 7,1 provocou danos em estruturas, deixou feridos e gerou alerta de tsunami – que já foi suspenso pelas autoridades. Mas por que o fenômeno é tão recorrente no país asiático?
A explicação para essa intensa atividade reside na sua localização geológica crítica: o país está situado em uma das regiões tectônicas mais ativas do planeta, próximo ao que é conhecido como o Círculo de Fogo do Pacífico.
De acordo com estudos geológicos e sismológicos, a principal razão da vulnerabilidade japonesa é que seu arquipélago está assentado exatamente na junção de quatro grandes placas tectônicas, que estão em constante movimento e colisão sob o país.
As quatro placas envolvidas e seus movimentos, de acordo com pesquisas e a Agência Meteorológica do Japão (JMA), são:
- Placa do Pacífico: Esta placa oceânica está em processo de subducção (mergulhando) sob a Placa da América do Norte e a Placa das Filipinas.
- Placa das Filipinas: Esta placa oceânica também está subduzindo sob a Placa da Eurásia.
- Placa da América do Norte (ou Placa Okhotsk): Parte do Japão (Hokkaido e o norte de Honshu) repousa sobre essa placa.
- Placa da Eurásia (ou Placa Amur): Grande parte do sul e oeste de Honshu está sobre esta placa.
O atrito gerado pela subducção (mergulho de uma placa sob a outra) é o que acumula a tensão que, ao ser liberada, causa os terremotos.
Zonas de subducção
De acordo com a JMA e instituições de pesquisa sismológica, a costa leste do Japão, voltada para o Oceano Pacífico, está alinhada com as principais zonas de subducção.
Fossa do Japão e Fossa de Nankai: São as áreas onde a Placa do Pacífico e a Placa das Filipinas mergulham sob o arquipélago japonês.
Liberação de Energia: A subducção das placas oceânicas densas debaixo das placas continentais/crustais japonesas cria falhas gigantescas. Quando a tensão acumulada ao longo dessas falhas supera a resistência das rochas, ocorre o deslocamento súbito – o terremoto.
O risco de grandes terremotos, como o Grande Terremoto do Leste do Japão (Tōhoku) em 2011, está diretamente ligado a essas zonas.




