Teresina • terça-feira, 21 de julho de 2026
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PF apreende carros de luxo do Careca do INSS em nova fase da Operação Sem Desconto

Com autorização do STF, ação em Brasília buscou descapitalizar operador preso no esquema de descontos indevidos em aposentadorias do INSS. Durante a diligência, agentes apreenderam um Audi R8 V10 e um BMW M5

Por admin 21 de julho de 2026 2 min de leitura
Atualmente, o lobista Antônio Carlos está preso no Complexo Penitenciário da Papuda - (crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (21/7), uma nova fase da Operação Sem Desconto, cumprindo um mandado de busca e apreensão no Distrito Federal contra o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS)”.

A ação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), é parte de uma investigação sobre um esquema nacional de descontos associativos realizados sem autorização em aposentadorias e pensões do INSS. O objetivo desta nova etapa é a descapitalização do investigado, apontado como um dos operadores centrais da organização criminosa.

Durante a diligência, agentes apreenderam três carros de luxo, entre os quais figuram modelos de alta performance como um Audi R8 V10 e um BMW M5. Além das fraudes previdenciárias, a investigação abrange apurações pelos crimes de organização criminosa, estelionato previdenciário, ocultação de patrimônio e dilapidação de bens.

O careca do INSS já possui histórico de custódia, tendo sido preso em setembro de 2025. Atualmente, ele se encontra no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Em janeiro, o lobista foi transferido para o Bloco V, uma ala destinada a presos que necessitam de isolamento da massa carcerária comum devido à natureza e à repercussão de seus crimes.

Antes de sua prisão, Antônio Carlos ostentava um padrão de vida elevado, comandando mais de uma dezena de empresas e possuindo uma frota que incluía modelos das marcas Porsche e BMW. Profissionalmente, ele atuou como superintendente de marketing em uma grande operadora de planos de saúde e utilizava procurações de entidades associativas para cobrar mensalidades diretamente dos benefícios de aposentados, camuflando essas atividades sob contratos de consultoria e serviços de redes sociais.

O investigado também se apresentava publicamente como representante da indústria farmacêutica e alegava ter gerido um laboratório fornecedor de medicamentos para o Ministério da Saúde por dois anos.

Esta fase da operação reforça o esforço das autoridades em recuperar ativos e impedir a continuidade da dilapidação patrimonial por parte dos envolvidos no esquema de fraudes contra segurados do INSS.

 

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