Teresina • quarta-feira, 1 de julho de 2026
Destaques

Operação da PF mira pessoas ligadas a deputados do PL

Por Redação 1 de julho de 2026 2 min de leitura
Deputado Sóstenes Cavalcante - Foto: Arquivo

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (1º) a 3ª fase da operação Rent a Car, batizada de Galho Fraco 2, para aprofundar a investigação sobre desvios de recursos da cota parlamentar usados na contratação de locadoras de veículos.

A atual fase é um desdobramento de apurações que alcançaram pessoas ligadas aos deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, e Carlos Jordy (PL-RJ). Em dezembro de 2024, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão contra assessores dos 2 congressistas. Naquele momento, a corporação investigava o uso de empresas de locação de veículos para simular contratos de prestação de serviços pagos com verba parlamentar.

A corporação apura indícios dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa. Segundo o comunicado, as investigações apontam para um esquema que envolveria agentes públicos, particulares e empresas usadas para dar aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos.

A PF também diz haver indícios de tentativas de ocultação ou alteração de provas, o que pode caracterizar fraude processual. A operação apreendeu dinheiro em espécie escondido dentro de livros falsos na casa de um advogado que estava entre os alvos da operação.

Em dezembro de 2025, na operação Galho Fraco, a PF havia cumprido mandados contra Sóstenes e Jordy, com autorização do ministro Flávio Dino, do STF. A ação teve como base mensagens extraídas de celulares e depoimentos colhidos na fase anterior da Rent a Car.

Na ocasião, a PF apreendeu R$ 470 mil em espécie em um flat usado por Sóstenes em Brasília. O líder do PL afirmou depois que os valores tinham origem na venda de um imóvel em Ituiutaba, em Minas Gerais. Disse também ter declarado a propriedade no Imposto de Renda.

Jordy negou irregularidades nas fases anteriores e afirmou ser alvo de “perseguição implacável”. Sóstenes também negou a existência de esquema e disse, em 2024, que a PF poderia “revirar tudo” que não encontraria nada.

Com informações do poder360

 

 

Below Media