Na cúpula do Mercosul realizada nesta terça-feira (30) no Paraguai, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que o sistema de pagamentos brasileiro Pix sirva de base para uma infraestrutura regional de pagamentos e associou a proposta a uma maior integração financeira entre os países sul-americanos.
Pix como modelo para integração financeira
No discurso lido diante dos demais chefes de Estado, Lula afirmou que experiências nacionais bem-sucedidas precisam ser compartilhadas no bloco.
Ele citou o sistema brasileiro público e gratuito de pagamentos como exemplo de inclusão financeira e eficiência digital e disse que sua arquitetura pode embasar uma estrutura comum de pagamentos para todos os cidadãos dos países integrantes.
Experiências nacionais bem sucedidas devem ser compartilhadas entre os países do bloco. O Pix, sistema brasileiro público e gratuito de pagamentos, é referência internacional de inclusão financeira e eficiência digital. Sua arquitetura pode servir de base para uma infraestrutura de pagamentos que beneficie todos os cidadãos do Mercosul
Segundo Lula, uma integração financeira mais profunda pode reduzir custos, fortalecer o comércio dentro do bloco, ampliar o uso de moedas locais nas transações e aumentar a resiliência das economias da região diante de choques externos.
Cooperação contra crime organizado
Além de tratar de temas econômicos, o presidente dedicou parte do discurso ao combate ao crime organizado na região.
Lula afirmou que o governo brasileiro prioriza o fortalecimento da inteligência e da cooperação internacional para atingir os escalões mais altos das redes criminosas e enfrentar o tráfico de drogas e de armas.
Ele anunciou ainda que o Brasil vai custear, por um ano, a presença de delegados dos países do bloco em Buenos Aires, com o objetivo de ampliar a coordenação no combate ao tráfico internacional de drogas e a crimes relacionados.
Lula cobra instituições sólidas no bloco
Após ler o texto preparado, o presidente decidiu falar de improviso e fez observações sobre o funcionamento do Mercosul.
Na visão de Lula, os países da região precisam construir instituições sólidas, capazes de garantir a continuidade dos projetos comuns independentemente das mudanças políticas em cada governo.
Um dos grandes problemas nossos é que não temos instituições sólidas. O Mercosul não pode funcionar com base na eleição desse ou daquele presidente. Senão nunca vamos ter um bloco realmente forte e funcionando
Ele avaliou que, enquanto o funcionamento do bloco depender da vontade de governantes específicos, os países não conseguirão se transformar em um conjunto econômico com maior vitalidade e influência no cenário internacional.




