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PF encontra dinheiro vivo em operação contra deputado do PL sobre desvio de emendas; veja

Quantias foram encontradas em um dos endereços alvo de busca e apreensão nesta quinta-feira, 25

Por admin 25 de junho de 2026 3 min de leitura
Quantias de dinheiro vivo foram apreendidas pela PF durante operação contra Josimar Maranhãozinho (PL-MA) Foto:

A Polícia Federal apreendeu dinheiro em espécie durante a operação contra o deputado Josimar Maranhãozinho (PL-MA), na manhã desta quinta-feira, 25. Segundo as autoridades, ele é suspeito de liderar um esquema de desvio de emendas. 

Conforme as imagens divulgadas pela PF, foram encontrados quantias em notas de R$100 e R$ 50 pelos agentes em um dos endereços de busca e apreensão. Ainda não se sabe quanto de dinheiro foi localizado pelas equipes. Ao todo, foram cumpridos 18 mandados no Distrito Federal, em Goiás e no Maranhão.

Josimar é investigado por suspeita de liderar um esquema de corrupção que cobrava propina de prefeitos em troca da liberação de emendas parlamentares para os respectivos municípios. A defesa de Maranhãozinho ainda não se manifestou sobre o caso.

Segundo informações da GloboNews, o grupo teria utilizado verbas destinadas por meio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) para beneficiar empresas supostamente ligadas aos envolvidos no esquema.

Parte dos recursos públicos era repassada para contratos firmados com empresas que mantinham vínculos diretos ou indiretos com integrantes da organização investigada. Um dos endereços alvo da operação estaria relacionado ao próprio parlamentar, que aparece como sócio de uma das empresas investigadas pela PF.

São apurados pelas autoridades possíveis crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de capitais e organização criminosa. Caso as suspeitas sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder judicialmente por esses delitos.

Deputado já foi condenado pelo STF

Esta não é a primeira vez que o nome de Josimar Maranhãozinho foi envolvido em investigações relacionadas ao uso de emendas parlamentares. Em março deste ano, o deputado foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal em outro processo envolvendo desvios de recursos públicos. Atualmente, ele está licenciado do mandato na Câmara dos Deputados.

Na ação que resultou na condenação, a Procuradoria-Geral da República (PGR) sustentou que o parlamentar atuava na coordenação da distribuição das emendas, acompanhava a liberação dos recursos e controlava planilhas relacionadas aos pagamentos.

Segundo a acusação, ele também teria participado da cobrança de vantagens indevidas em troca da destinação das verbas.

Dinheiro foi encontrado em um dos endereços alvo de busca e apreensão Foto: Divulgação/Polícia Federal

Orçamento secreto

As investigações envolvem recursos associados ao chamado “orçamento secreto”, nome pelo qual ficaram conhecidas as emendas de relator, classificadas no Orçamento da União como RP9.

O mecanismo permitia que parlamentares indicassem a destinação de verbas federais sem que seus nomes fossem identificados oficialmente nos sistemas públicos. Na prática, apenas o relator-geral do Orçamento aparecia como responsável pelos repasses, o que dificultava a rastreabilidade dos recursos.

Criado durante o governo Jair Bolsonaro, o modelo movimentou bilhões de reais e foi declarado inconstitucional pelo STF em dezembro de 2022 por falta de transparência e de mecanismos de controle. Apesar da extinção do sistema, parte dos recursos autorizados em anos anteriores continua sendo paga por meio dos chamados restos a pagar.

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