Teresina • quinta-feira, 25 de junho de 2026
Destaques

Jaques Wagner anuncia saída da liderança do governo no Senado

Por Redação 24 de junho de 2026 2 min de leitura
Jaques Wagner - Foto: Arquivo

O senador Jaques Wagner (PT) anunciou no final da tarde desta quarta-feira (24) a saída da liderança do governo no Senado, após conversa com o presidente Lula (PT).

O anúncio se dá em meio à investigação do caso Master. Alvo de busca e apreensão na semana passada, Jaques é suspeito de ter recebido propinas do Master por meio de um apartamento no valor de R$ 2,5 milhões e um repasse de R$ 3,5 milhões a uma empresa da mulher de seu enteado, além de outras supostas vantagens indevidas.

“Acabei de ter uma ótima reunião com o Presidente @LulaOficial, uma conversa entre amigos, e decidimos, em comum acordo, que me afastarei da liderança do Governo no Senado Federal”, explica Jaques Wagner, em rede social.

Os dois conversaram nesta tarde no Palácio da Alvorada. Foi a primeira vez que eles se encontraram desde a operação. Quando explodiu a operação, o presidente continuou com agendas já marcadas fora de Brasília. Ele ligou para o senador para mapear a situação e, segundo Jaques Wagner, “prestar solidariedade”.

Jaques diz que sua prioridade agora são as eleições e provar sua inocênia.

“Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado”, afirmou o senador.

Ele não indicou, contudo, quem irá substitui-lo na liderança do governo no Senado. O ex-ministro da Educação Camilo Santana (PT-CE) tem sido apontado como favorito para assumir o cargo.

Dinheiro apreendido

A Polícia Federal apreendeu US$ 49 mil (cerca de R$ 253 mil) e relógios na casa de Wagner. Já na residência do senador em Salvador foram apreendidos US$ 16.795 (cerca de R$ 87 mil), 39.675 euros (cerca de R$ 234 mil) e R$ 16.500.

A PF apura se Wagner atuou para favorecer pautas de interesse do Master. Os investigadores citam uma proposta dele que ampliava o crédito consignado e a “Emenda Master”, que aumentaria de R$ 250 mil para R$ 1 milhão o limite de cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

Da Redação

Below Media