Teresina • quinta-feira, 4 de junho de 2026
Destaques

Júri condena Jairinho a quase 44 anos de prisão no caso Henry Borel

Por Redação 4 de junho de 2026 2 min de leitura
Jairinho - Foto: bruno Dantas\TJRJ

O ex-vereador do Rio Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, foi condenado na madrugada desta quinta-feira (4.jun.2026) a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte de seu enteado, Henry Borel. O menino morreu em março de 2021, aos 4 anos.

A mãe da criança, Monique Medeiros, foi condenada por omissão diante da tortura infligida ao filho. A pena imposta é de 1 ano e 4 meses de prisão, mas foi considerada cumprida. A juíza Elizabeth Machado Louro, do 2º Tribunal do Júri do Rio, concedeu perdão judicial a Monique, que deixará a prisão.

A magistrada decidiu que Jairinho deverá pagar R$ 400 mil por danos morais ao pai da criança, Leniel Borel.

Louro, ao definir a pena de Jairinho, mencionou a vulnerabilidade de Henry. Disse que o menino foi submetido a sofrimento físico e psicológico. Já no caso de Monique, a magistrada declarou que ela não possuía antecedentes criminais e foi alvo de uma cobrança social desproporcional.

Segundo a acusação do Ministério Público, na madrugada de 8 de março de 2021, o então padrasto da criança agrediu o menino, causando os ferimentos que levaram a sua morte. Dr. Jairinho foi julgado por homicídio com agravantes, como o uso de métodos cruéis e o fato de a vítima não ter chances de defesa. Ele também respondeu por 3 casos de tortura e por tentar pressionar testemunhas durante a investigação.

Os jurados aceitaram a tese da acusação. Jairinho foi condenado por homicídio, por 1 dos casos de tortura e por coação no curso do processo. Ele foi absolvido das demais acusações.

O MP e a defesa de Jairinho disseram que vão recorrer da decisão.

Ao jornal Folha de S.Paulo, Rodrigo Faucz, um dos defensores responsáveis pelo caso, afirmou que o júri foi marcado por “uma série de nulidades”. Ele declarou que a decisão dos jurados não refletiu as provas produzidas nos autos.

O advogado Fabiano Lopes classificou a sessão que resultou na condenação como “bizarra”. Segundo ele, houve tratamento desigual entre as defesas de Jairinho e de Monique. Lopes afirmou que a defesa de Jairinho foi impedida de atuar plenamente.

Com informações do poder360

 

Below Media