O pré-candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, foi notificado nesta segunda-feira (1) pelo Superior Tribunal de Justiça (STF) para apresentar defesa, no prazo de 15 dias, na ação em que é acusado de calúnia contra o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em 15 de maio, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou ao STJ denúncia contra o ex-governador mineiro baseado em um vídeo publicado por Zema nas redes sociais em que bonecos com vozes semelhantes às de Gilmar e Dias Toffoli conversam sobre o caso Master.
No documento, Paulo Gonet propôs o pagamento de 100 salários mínimos para reparar os danos morais, valor equivalente a mais de R$ 162 mil, considerado pelo procurador “compatível com a gravidade da imputação caluniosa”.
Para a PGR, a publicação de Zema excedeu o limite da crítica e teve como objetivo atribuir a Gilmar a prática de crimes contra a administração pública. Segundo a acusação, os danos à imagem do ministro foram ampliados pelo alcance do material, que em um mês reuniu 2,8 milhões de visualizações no Instagram e 487 mil no X (antigo Twitter).
A disputa entre Gilmar e Zema levou parlamentares da oposição a pedirem o impeachment do ministro, que, por sua vez, chegou a solicitar a inclusão do ex-governador no inquérito das fake news. O ministro Alexandre de Moraes, que relata a investigação, encaminhou o caso à PGR para análise antes de tomar providências.
Pelas redes sociais, Zema reagiu à notificação e afirmou parecer que Gilmar “não gostou quando eu falei que ele pega carona em jatinho de banqueiro bandido, quando eu falei que outros ministros do Supremo fizeram contratos com esse banqueiro bandido.”




