O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta segunda-feira (25/5) que a proposta para o fim da escala 6×1 deverá prever uma jornada semanal de 40 horas e um período de transição de um ano para adaptação das empresas e trabalhadores.
Segundo Motta, o modelo discutido foi alinhado em reunião realizada pela manhã com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O acordo prevê uma redução gradual da carga horária semanal após a eventual aprovação da proposta.
Pelo desenho apresentado, haverá uma diminuição inicial de duas horas na jornada semanal em até 60 dias após a promulgação da nova regra. Em seguida, depois de um período de 12 meses, passaria a valer a jornada máxima de 40 horas semanais.
Na prática, a mudança abriria caminho para o estabelecimento de duas folgas por semana já a partir de 2026, alterando o atual modelo conhecido como escala 6×1, em que o trabalhador atua durante seis dias consecutivos e descansa apenas um.
Ainda de acordo com o presidente da Câmara, setores específicos da economia deverão ter regulamentação própria somente após a aprovação da proposta. O detalhamento para atividades com características operacionais diferenciadas ficaria para uma etapa posterior de regulamentação.




