A Secretaria de Saúde do Piauí (Sesapi) realizou a distribuição de testes DNA-HPV aos 14 municípios do território Entre Rios que integram o projeto piloto de implantação dessa ação. A iniciativa é desenvolvida em parceria com o Ministério da Saúde e a Beneficência Portuguesa de SP, e visa ampliar o acesso ao diagnóstico precoce e à prevenção do câncer do colo do útero na rede pública estadual.
O teste molecular de DNA-HPV é considerado um método mais moderno e que substitui o exame citopatológico Papanicolau, que passará a ser realizado apenas para confirmação de casos positivos e negativos. Por ser mais eficaz, a nova tecnologia permite ampliar os intervalos de rastreamento por até cinco anos, em caso negativo, aumentando a eficiência e reduzindo custos.
O projeto piloto visa implementar e acompanhar a estratégia de rastreamento do câncer do colo do útero por meio do teste de DNA-HPV na Atenção Primária à Saúde dos municípios de Agricolândia, Água Branca, Altos, Amarante, Angical do Piauí, José de Freitas, Lagoinha do Piauí, Lagoa Alegre, Miguel Alves, Miguel Leão, Nazária, São Gonçalo do Piauí, Teresina e Barro Duro.
“Ao levar o teste DNA-HPV para a atenção primária dos municípios do território Entre Rios, estamos garantindo que mulheres tenham acesso a um diagnóstico mais precoce e preciso, muitas vezes antes mesmo de qualquer sintoma aparecer. Cada teste distribuído representa uma oportunidade real de salvar vidas”, destaca Bhassia Barroso, gerente de atenção primária à saúde da Sesapi.
O público-alvo do rastreamento organizado são as mulheres cisgênero, incluindo homens transgênero, indivíduos não binários, de gênero fluido e intersexuais nascidos com sistema reprodutivo feminino, com idades entre 25 e 64 anos. Para ter acesso ao teste, basta marcar uma consulta ginecológica regular em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de um dos municípios do projeto piloto.
O HPV é a principal causa do câncer do colo do útero, terceiro tipo mais incidente em mulheres, com 17.010 casos novos estimados por ano, no triênio 2023-2025. Estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) aponta 15 casos da doença a cada grupo de 100 mil mulheres. Por isso, a oferta do novo modelo reforça o rastreamento na rede pública e aumenta as chances de cura pelo tratamento precoce.




