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Motta acelera PEC da escala 6×1 após acordo com o Planalto

Presidente da Câmara acertou com o governo a tramitação do projeto que regulamentará a transição para a nova jornada de trabalho e regras específicas por categoria

Por admin 13 de maio de 2026 3 min de leitura
Motta fechou acordo com o governo Lula para avançar na votação das propostas que tratam do fim da escala 6x1 - (crédito: Carlos Vieira/CB/D.A.Press)

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), fechou acordo nesta terça-feira (13/5) com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para avançar na votação das propostas que tratam do fim da escala 6×1.

A articulação prevê que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) seja analisada primeiro no Plenário da Câmara, ainda neste mês, enquanto um projeto de lei (PL) do Palácio do Planalto ficará responsável por regulamentar as regras de transição e as especificidades de cada setor profissional.

A PEC está atualmente em debate em uma comissão especial da Câmara e deverá chegar ao Plenário até o fim de maio. O texto é relatado pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA) e estabelece diretrizes gerais para a redução da jornada de trabalho, incluindo limite de 40 horas semanais e dois dias de descanso remunerado.

A proposta também amplia o espaço para negociações coletivas entre empregadores e trabalhadores.

A expectativa do governo e da cúpula da Câmara é que o projeto de lei complemente a PEC ao detalhar a implementação das mudanças em diferentes categorias profissionais. O texto deve tratar, por exemplo, de modelos alternativos de jornada, como a escala 4×3, além de disciplinar regras de adaptação para empresas e trabalhadores.

Reunião com ministros

Na manhã desta quarta-feira, Motta se reuniu com os ministros José Guimarães (Secretaria de Relações Institucionais) e Luiz Marinho (Trabalho e Emprego), além do relator Leo Prates e do presidente da comissão especial, Alencar Santana (PT-SP). O encontro consolidou o entendimento de que a PEC terá prioridade na tramitação antes do debate do projeto de regulamentação.

O governo federal defende que a transição para o novo modelo ocorra sem compensações fiscais ou financeiras às empresas. Na terça-feira (12), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou propostas de contrapartidas patronais para a redução da jornada e afirmou que a mudança deve ocorrer de forma imediata.

Nos bastidores da Câmara, parlamentares avaliam que parte do setor produtivo deve pressionar por alternativas de flexibilização das escalas de trabalho, como modelos de 12 horas por 36 de descanso. Apesar disso, líderes governistas apostam em um acordo político para garantir a aprovação da PEC ainda no primeiro semestre e deixar a regulamentação detalhada para discussão posterior no projeto de lei do Executivo.

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