Principal hospital de urgência do Piauí, administrado pela Fundação Municipal de Saúde (FMS), o Hospital de Urgência de Teresina (HUT) voltou ao centro das críticas após novos relatos sobre precariedade no atendimento e na estrutura física da unidade. As denúncias reacenderam o debate sobre a condução da saúde pública municipal na gestão do prefeito Silvio Mendes.
Em publicação nas redes sociais compartilhada por moradores da capital, uma paciente descreveu um ambiente marcado por falta de medicamentos, ar-condicionado sem funcionar em meio às altas temperaturas de Teresina, presença de baratas, banheiros danificados e alimentação considerada insuficiente.
“Vamos dar uma visita lá pra ver a realidade de perto”, escreveu.
As reclamações não são inéditas. Usuários da rede pública relatam problemas semelhantes e classificam o cenário como de “calamidade”, apesar da relevância do hospital para Teresina e municípios vizinhos.
Mantido pela Prefeitura de Teresina por meio da FMS, o HUT possui custo mensal estimado em R$ 30 milhões. Desse total, cerca de R$ 20 milhões são pagos pelo município e R$ 10 milhões vêm de repasses do Ministério da Saúde via SUS. Na prática, a maior parte da manutenção da unidade depende diretamente da gestão municipal.
O desgaste da imagem do hospital ocorre justamente em um momento sensível para a administração. Inaugurado em 2008, durante a primeira gestão de Silvio Mendes, o HUT sempre foi tratado como uma das principais marcas da política de saúde do prefeito. Em 2025, a Prefeitura comemorou os 17 anos da unidade destacando mais de 1 milhão de atendimentos e 232 mil cirurgias realizadas. Agora, pacientes relatam dificuldades relacionadas ao abastecimento de medicamentos, climatização, higiene e alimentação.
Até o fechamento desta reportagem, nem a Prefeitura de Teresina nem a Fundação Municipal de Saúde haviam se manifestado sobre as denúncias apresentadas pelos pacientes.
Da Redação




