Às vésperas do júri do caso Henry Borel, a Justiça do Rio de Janeiro não consegue localizar uma testemunha considerada fundamental: a babá Thayná Oliveira Ferreira.
Arrolada pela defesa de Monique Medeiros, mãe de Henry (morto em março de 2021), ela teve um papel central e contraditório, apresentando versões divergentes que inicialmente protegiam e, posteriormente, incriminavam o ex-vereador Dr. Jairinho.
As várias versões da babá
Em seu primeiro depoimento à polícia, Thayná negou ter presenciado agressões de Jairinho contra Henry e afirmou que a relação entre eles era boa.
Em abril de 2021, a babá mudou seu depoimento e admitiu ter mentido anteriormente por medo de Jairinho. Ela relatou três ocasiões de agressões (uma “banda” e chutes) e descreveu que o menino ficava “perturbado” após ficar a sós com o padrasto.
Durante a primeira audiência pública do caso, Thayná voltou a mudar sua versão, negando novamente ter visto agressões por parte de Jairinho, o que levantou suspeitas de falso testemunho.
Ela, inclusive, chegou a ser ameaçada de prisão após o promotor apontar possível mentira em juízo. A defesa de Monique sustenta que a babá não disse a verdade.
Outro ponto que chama atenção é a ligação de Tainá com a família do coronel Jairo, pai do vereador Dr. Jairinho. Diversos parentes da babá trabalham ou trabalharam para o militar, e, mesmo após a morte de Henry, ela continuou recebendo pagamentos.
Agora, com o desaparecimento da testemunha, surgem novas dúvidas em um caso já marcado por controvérsias: onde está Thayna — e por que ela não foi localizada justamente às vésperas do julgamento?




