Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) têm aconselhado o chefe do Executivo a evitar eventuais embates com o Supremo Tribunal Federal ao comentar as investigações envolvendo o caso Master. A orientação é defender o avanço das apurações e a responsabilização de eventuais culpados, mas sem direcionar críticas a ministros da Corte.
Segundo integrantes do Palácio do Planalto, a avaliação é de que Lula deve reforçar publicamente a confiança no trabalho da Polícia Federal, destacando que todos aqueles que cometeram irregularidades “devem pagar”, sem personalizar o discurso.
O presidente demonstra preocupação com a repercussão eleitoral do caso e pretende se posicionar sobre o tema. Ainda assim, a tendência é evitar menções diretas aos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, citados nas investigações relacionadas ao banco Master.
Mesmo com a estratégia de evitar confronto, interlocutores do governo avaliam que eventuais esclarecimentos devem partir dos próprios ministros. Nos bastidores, há receio de que um desgaste na relação com o STF prejudique o ambiente político às vésperas das eleições.
Aliados do presidente também ponderam que o Supremo tem proferido decisões consideradas favoráveis ao governo. Um tensionamento, portanto, poderia levar a Corte a pautar temas sensíveis que impactariam a agenda política e fiscal do Planalto.
Outro fator de preocupação é a investigação envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por sua relação comercial com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como ‘Careca do INSS’, preso sob suspeita de desviar recursos de aposentados e pensionistas.




