InícioDestaquesEx-senador Fernando Bezerra e filho são alvos de operação da Polícia Federal

Ex-senador Fernando Bezerra e filho são alvos de operação da Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (25) a Operação Vassalos, que mira o ex-senador Fernando Bezerra Coelho, o deputado Fernando Coelho Filho (União-PE) e o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho. A investigação apura um repasse de R$ 22 milhões em emendas parlamentares que teria beneficiado a família e indicado suspeitas de desvio de verbas públicas.

 

A ação, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), cumpre 42 mandados de busca e apreensão em Pernambuco, Bahia, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal. Segundo a PF, a organização criminosa é suspeita de desviar recursos públicos oriundos de emendas parlamentares, direcionando licitações para empresas ligadas ao grupo.

Os recursos foram indicados em 2021 pelo então senador Fernando Bezerra Coelho para a prefeitura de Petrolina, administrada na época por seu filho, Miguel Coelho. A verba foi destinada à primeira etapa da obra da Orla 3, que passa por um terreno pertencente a uma empresa cujo sócio é irmão do ex-senador. Um convênio foi firmado entre a prefeitura e a Codevasf, cujo chefe local à época era ex-assessor de Bezerra.

Após a inauguração da obra, Miguel Coelho, já fora da prefeitura, anunciou um empreendimento imobiliário próximo à Orla 3, no qual sua empresa tem participação. A Codevasf afirmou que a responsabilidade pela licitação, contratação e fiscalização das obras é do município. A prefeitura de Petrolina informou que o processo de desapropriação do terreno familiar está em andamento.

O caso levanta questionamentos sobre a destinação de recursos públicos e a influência de laços familiares em decisões orçamentárias. O gerente de Pesquisa da Transparência Internacional Brasil, Guilherme France, criticou a situação: “É difícil não desconfiar de verbas enviadas por deputados para prefeitos com o mesmo sobrenome para serem executadas por órgãos controlados por associados próximos”.

O vereador Gilmar Santos (PT) também se manifestou, afirmando que os recursos poderiam ter sido melhor aplicados em áreas essenciais como saneamento básico nas periferias da cidade.

Da Redação

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