As fortes chuvas que atingiram Juiz de Fora na noite desta segunda-feira (23) deixaram pelo menos 22 pessoas mortas. A cidade decretou estado de calamidade pública após registrar enchentes e deslizamentos, e contabiliza desabrigados. O Corpo de Bombeiros também realiza buscas por pelo menos 45 desaparecidos.
Maioria dos mortos está nos bairros JK e Santa Rita, com quatro vítimas em cada. As mortes aconteceram em deslizamentos nas ruas Natalino José de Paula e na rua Orville Derby Dutra.
Duas pessoas morreram no bairro da Vila Ideal, na rua João Luís Alves. Os bairros de Lourdes, Vila Alpina, São Benedito e Vila Olavo Costa têm cada um uma morte, segundo o balanço da prefeitura.
Ao menos 440 pessoas estão desabrigadas, segundo estimativa da Prefeitura de Juiz de Fora. Ao todo, 251 ocorrências relacionadas às chuvas foram registradas nesta manhã, segundo o balanço municipal.
As aulas de hoje nas unidades da rede municipal e estadual foram suspensas e duas escolas foram abertas para o acolhimento de desabrigados. São elas: Murilo Mendes, no Alto Grajaú, e Camilo Ayupe, no Paineiras.
Segundo o Corpo de Bombeiros, há pessoas soterradas e outras pessoas estão presas em casas por causa de deslizamentos. Retroescavadeiras e outros materiais da prefeitura são usados para os resgates.
Estado de calamidade e equipes de apoio
Uma equipe especializada de Belo Horizonte foi mobilizada para a cidade, que fica a 260 km da capital mineira. Vinte e dois militares e três cães de busca estão a caminho de Juiz de Fora, segundo o CBMMG.
Juiz de Fora enfrenta o fevereiro mais chuvoso de sua história, com 584 mm até o momento, o dobro do esperado para o mês. “É uma situação extrema, que permite medidas extremas”, disse a prefeita Margarida Salomão (PT), em vídeo postado nas redes sociais.
O acumulado de chuva ultrapassou 180 milímetros em alguns pontos do município. No bairro Nossa Senhora de Lourdes, o volume chegou a 186,1 mm. Em Santa Rita, foram registrados 172,7 mm. Já no Distrito Industrial, o acumulado atingiu 161,2 mm, sendo o terceiro local mais afetado.
Fonte: Estadão




