InícioDestaquesRenato Rabelo, ex-presidente do PCdoB, morre aos 83 anos

Renato Rabelo, ex-presidente do PCdoB, morre aos 83 anos

O ex-presidente do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Renato Rabelo, faleceu neste domingo (15), aos 83 anos. A informação foi divulgada pelo partido, que informou que Rabelo lutava contra um câncer. Sua trajetória de mais de seis décadas foi marcada pela resistência à ditadura militar, exílio, reconstrução partidária e participação em governos. Ele foi um dos principais formuladores do pensamento do PCdoB.

 

Nascido em Ubaíra, Bahia, em 22 de fevereiro de 1942, Rabelo iniciou sua militância ainda adolescente. Destacou-se no movimento estudantil, presidindo a União dos Estudantes da Bahia (UEB) em 1965 e tornando-se vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) no ano seguinte. Perseguido pela ditadura militar, atuou na reorganização estudantil e, após a incorporação da Ação Popular Marxista-Leninista (APML) ao PCdoB em 1973, assumiu tarefas estratégicas no partido.

Durante a década de 1970, Rabelo foi fundamental na organização de apoio a sobreviventes da Guerrilha do Araguaia e viveu no exílio em Paris após a Chacina da Lapa. Com a anistia em 1979, retornou ao Brasil e participou ativamente da reconstrução do PCdoB. Teve papel central na formulação política e programática da legenda, coordenando debates para o Programa Socialista e o Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento (NPND).

Eleito presidente do PCdoB em 2001, Rabelo comandou o partido até 2015. Sob sua liderança, o partido ampliou sua inserção institucional, alcançando sua maior bancada na Câmara dos Deputados em 2010 e elegendo o governador do Maranhão, Flávio Dino, em 2014.

Renato Rabelo também foi um entusiasta da criação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e um articulador da unidade das forças de esquerda. Defendia a construção de amplas frentes democráticas para enfrentar a extrema direita.

Internacionalista, manteve relações com organizações políticas de Cuba, China e Vietnã. Presidiu a Fundação Maurício Grabois, onde impulsionou a produção teórica e debates políticos.

Em 2025, foi lançada sua biografia “Vida, ideias e rumos”, escrita por Osvaldo Bertolino, com prefácios de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. O presidente Lula lamentou a morte de Rabelo, destacando sua importância para a democracia brasileira e sua capacidade de unir forças políticas pela soberania e justiça social. Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, também divulgou nota de pesar, ressaltando a capacidade de diálogo e construção de Rabelo.

Fonte: G1

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