O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) pediu ao TCU que acione o Superior Tribunal de Justiça (STJ) para suspender imediatamente o pagamento de qualquer remuneração ao ministro Marco Buzzi. Buzzi foi afastado provisoriamente da Corte após ser acusado de crime sexual por uma jovem e uma ex-servidora. Ele nega as acusações.
O subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado argumentou que a suspensão da remuneração é necessária para resguardar os princípios da moralidade e economicidade, dada a gravidade das denúncias de importunação sexual. Furtado também solicitou ao TCU que apure os valores já pagos a Buzzi desde o afastamento, considerando a possibilidade de restituição ao erário.
A primeira acusação partiu de uma jovem de 18 anos, que relatou tentativas de agarrá-la em uma praia. A segunda denúncia veio de uma ex-servidora de seu gabinete, que detalhou episódios de assédio, incluindo momentos em que saía chorando e com medo de ser demitida.
A defesa de Buzzi alega sua inocência e considera o afastamento desnecessário, argumentando que não há risco à investigação. A investigação está em andamento, e a tipificação penal das condutas ainda será definida.
Em carta aos colegas do STJ, Buzzi expressou seu impacto com as notícias e o sofrimento de sua família, confiando que sua inocência será demonstrada. Ele destacou sua trajetória pessoal e profissional e a solidez de seu casamento.
Com informações da Reuters




