O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou sua plataforma Truth Social nesta terça-feira, 13, para manifestar apoio direto aos manifestantes no Irã. Em tom de urgência, o republicano incentivou a continuidade dos atos e a ocupação de prédios governamentais, prometendo que “a ajuda está a caminho”.
A declaração ocorre em um momento de extrema tensão, com o número de mortos na repressão aos protestos atingindo a marca de 2 mil pessoas, segundo dados da agência Human Rights Activists News Agency. O cenário de caos já é comparado por observadores ao clima de instabilidade da Revolução Islâmica de 1979.
Suspensão de diplomacia e ameaça de intervenção
Além de convocar os manifestantes a identificarem “assassinos e abusadores” dentro do governo iraniano, Trump anunciou o cancelamento de todas as reuniões com autoridades do país asiático. O presidente condicionou a retomada de qualquer diálogo ao fim imediato do que chamou de “assassinato sem sentido” de civis.
A escalada da violência coloca pressão sobre a Casa Branca, uma vez que Trump já havia sinalizado anteriormente a possibilidade de uma intervenção militar para proteger os manifestantes. Do outro lado, o Ministério das Relações Exteriores do Irã sustenta que os canais de comunicação com Washington seguem abertos, embora admita que o abismo diplomático entre as nações permanece profundo.
Crise humanitária e execuções
O estopim para as novas declarações de Trump coincide com a denúncia de grupos de direitos humanos sobre a execução iminente de Erfan Soltani, de 26 anos. Preso em 8 de janeiro e acusado de “guerra contra Deus”, Soltani deve ser o primeiro manifestante executado pelo regime desde o início desta onda de protestos. Pelo menos 2 mil mortos confirmados por ativistas.
Após dias de apagão total nas comunicações, iranianos conseguiram restabelecer chamadas para o exterior nesta terça-feira.




