InícioDestaquesEduardo Bolsonaro e Nikolas Ferreira celebram captura de Nicolás Maduro

Eduardo Bolsonaro e Nikolas Ferreira celebram captura de Nicolás Maduro

Neste sábado (3), uma verdadeira onda de reações tomou conta das redes sociais quando o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e o atual deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) celebraram a suposta captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelas forças dos Estados Unidos. A ação que teve lugar em Caracas provocou um acirramento do debate político no Brasil e em toda a América Latina.

 

A repercussão nas redes sociais

Eduardo Bolsonaro não perdeu tempo e publicou em sua conta na rede social X uma foto que, segundo ele, mostra Maduro sendo algemado por soldados norte-americanos, apesar de que nenhum órgão oficial tenha confirmado a autenticidade da imagem. Na foto, é possível ver claramente que os soldados pertencem à Administração de Repressão às Drogas (DEA), reconhecível pelos coletes que usavam.

O ex-deputado usou o Twitter para expressar suas opiniões sobre o regime de Maduro, afirmando que ele é um “pilar financeiro, logístico e simbólico” do Foro de São Paulo, um agrupamento político que reúne partidos e movimentos de esquerda da América Latina e do Caribe, criado por figuras como o ex-presidente brasileiro Luís Inácio Lula da Silva e o ex-líder cubano Fidel Castro.

O regime venezuelano é o pilar financeiro, logístico e simbólico do Foro de São Paulo.Com a captura de Maduro vivo, agora Lula, Petro e os demais do Foro de São Paulo terão dias terríveis, anotem. Viva a liberdade! 

— Eduardo Bolsonaro (@BolsonaroSP) January 3, 2026

O posicionamento de Nikolas Ferreira

Além de Eduardo, seu colega, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), também utilizou as redes sociais para reiterar sua posição. Ele expressou o desejo de que todos os “ditadores ou juízes da América Latina tenham o mesmo destino que Maduro”. Em um tom mais leve, Ferreira brincou com a polêmica relacionada a um calçado típico brasileiro — as havaianas — afirmando que “2026 começou com os dois pés na porta da casa do presidente venezuelano” e acrescentou que agora Maduro só precisa “dedurar o Lula”.

Reações internacionais

O ataque dos Estados Unidos e a subsequente captura de Maduro não apenas agitaram o cenário político interno do Brasil, mas também geraram reações em cadeia em diversos países. O chanceler da Venezuela se reuniu com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, para discutir as implicações do ataque, enquanto a Venezuela solicita uma reunião de emergência no Conselho de Segurança da ONU.

O ex-presidente dos EUA Donald Trump descreveu a operação como uma “operação brilhante”, se posicionando em favor da ação militar, o que gerou discussões acaloradas sobre o conceito de intervenção internacional em questões da América Latina, que muitos países flertam entre a ideia de soberania nacional e as violações de direitos humanos.

O impacto na política latino-americana

A captura de Nicolás Maduro, se confirmada, poderá ter consequências significativas não apenas para a Venezuela, mas para toda a dinâmica política da América Latina. Os relacionamentos entre os líderes da região podem passar por uma reavaliação, tendo em vista as alianças e oposições que se formaram em torno do Foro de São Paulo.

A expectativa é de que a situação traga à tona uma nova série de debates sobre a intervenção dos EUA na América Latina, um tema que historicamente suscita opiniões polarizadas. Enquanto alguns defendem a intervenção como forma de trazer democracia e estabilização, outros a veem como militarismo e imperialismo moderno.

Este momento também pode significar um teste para os partidos de esquerda na América Latina, que precisam se unir para enfrentar não apenas a interdição dos EUA, mas também fortalecer sua posição frente a um eventual governo pós-Maduro que pode alterar drasticamente a geopolítica da região.

À medida que novos desdobramentos surgem, as redes sociais continuarão a ser um campo de batalha para narrativas políticas, e a situação da Venezuela permanecerá no centro do debate latino-americano.

Com informações da Reuters

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