O Comitê de Política Monetária do Banco Central inicia nesta terça-feira (9) a última reunião do ano para discutir o futuro da taxa básica de juros. Atualmente, a Selic está em 15% ao ano, o maior patamar dos últimos 20 anos. Com o desaquecimento da economia, existe uma esperança de que o comunicado do BC indique uma queda nos juros a partir de janeiro do ano que vem.
A Selic é usada como referência para todas as taxas de juros do país. Ela funciona como o principal instrumento do Banco Central para controle da inflação: quando sobe, encarece o crédito e reduz o consumo; quando cai, estimula investimentos e compras. A taxa influencia diretamente a rotina dos brasileiros, já que dificulta a possibilidade de financiamentos e compras parceladas de maior custo, limitando o poder de compra e os lucros do setor de serviços no final de ano.
O efeito da alta taxa é sentido especialmente pelo comércio, que vive um fim de ano mais fraco do que o esperado. Lojistas afirmam que o movimento nas lojas decaiu e que muitos consumidores deixaram de buscar financiamentos, gerando uma queda em toda cadeia produtiva. O empresariado também enfrenta dificuldades: a expansão de operações ou reorganização do fluxo de caixa depende de créditos mais baratos. Com juros altos, o setor é influenciado a subir os preços finais dos produtos, o que desestimula ainda mais as vendas e prolonga o ciclo de retração econômica, provocando, inclusive, o aumento da inadimplência entre os brasileiros.
O Comitê de Política Monetária do Banco Central divulga a decisão oficial no fim da tarde de quarta-feira (10) e o mercado aguarda ansioso por sinais de uma menor taxa, mas com efeitos esperados somente para o início do ano que vem.




