O Governo do Piauí entregou nesta terça-feira (18) a obra de reforma e modernização do Memorial Esperança Garcia, em Teresina, a primeira concluída na capital com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB). A intervenção teve como objetivo revitalizar por completo o espaço, garantindo melhores condições estruturais, funcionais e simbólicas para receber atividades culturais, educativas e comunitárias.
A solenidade de entrega do Memorial Esperança Garcia renovado contou com a presença do secretário-executivo do Ministério da Cultura, Márcio Tavares, que representou o governo federal.
“A gente está celebrando muito esse momento com esse espaço que agora se converte num centro cultural modernizado, garantido por meio das políticas culturais que o Governo do Brasil vem implementando. O montante de R$ 1,6 milhão foi transferido para o Estado, que tem gerido com muita capacidade e rapidez”, declarou o gestor.

O secretário da Cultura, Rodrigo Amorim, destacou que o espaço retorna à comunidade com novas possibilidades e explicou as melhorias realizadas.
“Esse equipamento aqui no Centro foi importante porque ele tem uma história de resistência que a gente está entregando restaurado, mas também ampliado, com uma sala de cinema, teatro onde vão ocorrer apresentações, um palco coberto, além de uma praça para humanizar o espaço. Nós contemplamos aqui o teto, o forro, restauramos o piso, entregamos o auditório, as salas climatizadas e o palco ampliado. Também colocamos uma nominação na fachada, que não existia, e todas as salas receberam melhorias”, afirmou o gestor.
Para a coordenadora do memorial, Antônia Aguiar, essas representações ampliam o impacto da reinauguração e fortalecem o vínculo com a comunidade negra.
“Com esta reforma, vamos poder receber muito melhor os nossos visitantes, nossos parceiros, principalmente toda a comunidade negra que recebe esta casa, reinaugurando hoje com o auditório e a área cultural coberta. Esse espaço respira a cultura por meio da dança, do teatro, da capoeira e também das artes grafitadas nas paredes e muros”, disse, lembrando que o espaço existe há 18 anos.
Chiquinha Aguiar, assistente social, trancista e coordenadora do Grupo Coisa de Nêgo, afirmou que o memorial reforça sua vocação como espaço de acolhimento e valorização da identidade negra.
“O cabelo é nossa coroa, é nossa identidade. Aqui não fazemos apenas tranças, mas trabalhamos com a conversa, com a história do nosso povo. Nossos passos vêm de longe, com Esperança Garcia, Dandara, Lélia Gonzalez e tantas outras mulheres. Salve a mulher negra, salve a autoestima da beleza negra! Estamos aqui para fazer a história”, destacou a ativista.
Investimento
Ao todo, foram investidos R$ 1,6 milhão, sendo R$ 1,2 milhão da PNAB e cerca de R$ 380 mil do Sistema de Incentivo Estadual à Cultura (Siec). Entre os destaques da modernização está a construção de um novo palco externo, ampliando a vocação do memorial para receber apresentações culturais, especialmente expressões das matrizes africanas e atividades de mobilização comunitária.

Da Redação




