InícioDestaquesJara e Kast vão disputar o segundo turno no Chile

Jara e Kast vão disputar o segundo turno no Chile

A candidata do Partido Comunista Jeannette Jara e o ultradireitista José Antonio Kast vão disputar o segundo turno da eleição presidencial no Chile.

 

Os resultados divulgados pela autoridade eleitoral do país apontam que, com 87% dos votos apurados, Jara conquistou 26,7%, e Kast 24,1% dos votos. Eles não podiam mais ser alcançados pelos demais candidatos.

No pleito deste domingo (16), nenhum dos oito candidatos conseguiu atingir mais da metade dos votos, e uma nova votação está marcada para o dia 14 de dezembro. Com o voto obrigatório, a participação ficou acima de 66%.

Ao não participar das primárias na metade deste ano, o campo da direita acabou dividindo votos neste domingo, concorrendo, além de Kast, com o também ultradireitista Johannes Kaiser (do Partido Nacional Libertário, com 13,9% dos votos) e a conservadora Evelyn Matthei (da UDI, com 12,7%). No segundo turno, a tendência é que Kast aglutine os votos da direita e ganhe a eleição, segundo as pesquisas até agora.

O candidato Franco Parisi (19,4%), de viés populista, foi a surpresa da noite, obtendo seus melhores resultados nas regiões do norte do Chile. O economista conseguiu tirar votos da esquerda e da direita em Arica e Parinacota, Tarapacá, Antofagasta, Atacama e Coquimbo.

Jara foi o nome escolhido em primárias para representar a coalizão governista e tentar manter a esquerda no poder. Boric não pode tentar um novo mandato consecutivo pelas regras do país, e sua ex-ministra ofereceu aos chilenos uma plataforma de crescimento com inclusão social.

A militante do Partido Comunista agora tem o desafio de superar a baixa popularidade do atual governo e propor uma alternativa à pauta de combate à insegurança, que foi dominada pela direita ao longo da campanha.

Seu adversário no segundo turno, Kast, surfou no temor crescente dos chilenos em relação ao aumento da criminalidade —ainda que em patamares inferiores aos de outros países latinos— para propor uma agenda de combate duro ao crime organizado e combate à imigração ilegal, que ele associa ao crescimento da violência.

Com informações da Reuters

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