InícioDestaquesQuaest: População do Rio apoia equiparação de facções criminosas a terrorismo

Quaest: População do Rio apoia equiparação de facções criminosas a terrorismo

Uma nova pesquisa revelou que 72% da população fluminense apoia a equiparação de facções criminosas a grupos terroristas. A pesquisa Genial/Quaest, obtida com exclusividade pelo GLOBO, mostra que a maioria dos cidadãos cariocas clama por medidas mais rígidas de combate ao crime, especialmente após a recente megaoperação contra o Comando Vermelho, realizada nos complexos da Penha e do Alemão.

 

A receptividade da população

Os dados da pesquisa indicam que, embora o presidente Lula (PT) tenha se posicionado contra a proposta, um amplo setor da sociedade civil se mostra favorável a essa equiparação. O apoio é ainda mais expressivo entre determinados grupos políticos. De acordo com os resultados, 74% dos eleitores independentes e até 95% dos que se identificam com a direita apoiam a medida. Em contraste, entre os lulistas, o apoio é apenas de 49%, e apenas 36% dos eleitores da esquerda concordam com a equiparação.

A pesquisa não se limita a essa questão, mas também aborda a percepção da população sobre outras medidas de endurecimento de penas. A proposta, de autoria do deputado Danilo Forte (União-CE), foi apresentada em março e voltou a ser discutida no Congresso após a megaoperação, quando o texto passou a ser relatorado por Guilherme Derrite (PP-SP), secretário de Segurança de São Paulo, que está se licenciado do cargo para dar seguimento à discussão.

Reforma nas penas e novos tipos penais

A proposta prevê a criação de um novo tipo penal para “organização criminosa qualificada”, com penas que podem chegar a 30 anos em casos de homicídio. Além disso, planeja também a ampliação das sanções para o uso de armamentos de guerra e ações que promovam o domínio territorial. O endurecimento da pena para homicídios a mando de facções é apoiado por 85% dos entrevistados na pesquisa.

Outras propostas de endurecimento de penas

A pesquisa também testou a aceitação do público em relação ao fim das “saidinhas” de presos em datas comemorativas. Surpreendentemente, 53% dos entrevistados se posicionaram a favor do fim dessa prática, mesmo para presos que já cumpriram a maior parte de sua pena. Além disso, 62% defendem a retirada do direito a visitas íntimas para detentos vinculados a facções.

O contraste entre as opiniões sobre segurança pública e a visão sobre o governo Lula também fica evidente. Embora a PEC da Segurança tenha 52% de apoio, 60% dos entrevistados avaliaram negativamente a atuação do governo na segurança pública, e a maioria (53%) acredita que o governo não tem ajudado os estados no combate ao crime organizado.

Impactos da megaoperação e a resposta da população

A megaoperação realizada teve sua eficácia discutida na pesquisa, que apontou que 64% da população a considerou positiva, mas pouco influenciou na sensação de segurança, com muitos cidadãos acreditando que o Rio enfrenta um real “cenário de guerra”. Apesar disso, a confiança na Polícia Militar aumentou de 65% para 72%. Em contraste, a segurança percebida no Poder Judiciário caiu para 61%, refletindo um certo descontentamento com as instituições.

A proposta de criação de um Escritório Emergencial de Combate ao Crime Organizado, que visa remover barreiras entre os níveis de governo, foi bem aceita, com 94% dos entrevistados mostrando apoio à ideia.

 
 

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