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Lula promete energia elétrica e universidade indígena no Pará

Neste domingo (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou a Aldeia Vista Alegre de Capixauã, localizada na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, na região de Santarém, no Pará. Durante seu encontro com lideranças locais, Lula expressou surpresa ao constatar a falta de energia elétrica na comunidade e fez a promessa de que tomará medidas para resolver essa situação. A visita faz parte de uma agenda que antecede a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), programada para o mês de novembro em Belém.

 

Promessas de atendimento às demandas locais

Em conversa com os moradores, Lula destacou sua preocupação com a questão energética. “Uma coisa que eu estranhei. Eu pensei que tinha energia, porque eu estou vendo uma luz acesa aqui, e eu vi que todo mundo se queixou de energia”, afirmou o presidente, que se comprometeu a levar energia à comunidade. Ele enfatizou a viabilidade do uso de energia solar, ressaltando a importância de preservar o meio ambiente ao mesmo tempo em que se atende a demanda por eletricidade.

Na recepção do presidente, a cacique Irenilce Kumaruara apresentou uma demanda crucial para a aldeia: fornecimento de energia elétrica para 4.338 famílias, o que representa uma população de mais de 13 mil indígenas. Essa promessa de infraestrutura básica reflete uma das prioridades do governo na busca por atender as necessidades das comunidades mais rurais e isoladas do Brasil.

Avanços na demarcação de terras indígenas

A visita também destacou a importância do avanço no processo de demarcação das terras indígenas da região. A presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Joência Wapichana, confirmou que a demarcação das comunidades de Vista Alegre e Escrivão ocorrerá no primeiro semestre do próximo ano. “A Funai tem esse desafio. Por isso que é importante fazer esse acompanhamento, porque são muitas demandas e muitos pedidos”, afirmou Joência, enfatizando a necessidade urgente de atender as reivindicações das comunidades indígenas.

Após a visita, Lula foi acompanhado na agenda pela ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e pela primeira-dama Janja da Silva. O compromisso do governo federal com as demandas das comunidades indígenas foi evidente durante a visita.

Universidade indígena será criada em breve

Outra importante novidade anunciada por Lula durante sua visita foi a criação da Universidade Indígena, que será inaugurada em um evento programado para o próximo dia 17 de novembro em Brasília. O presidente esclareceu a necessidade de uma instituição de ensino superior voltada para os povos indígenas, afirmando que “nós já temos uma ministra indígena, a Funai indígena, o chefe da saúde indígena e falta uma universidade indígena”.

Com essa iniciativa, Lula visa não somente promover a educação, mas também valorizar a cultura indígena e proporcionar oportunidades de desenvolvimento às novas gerações de povos originários.

A visita a comunidades indígenas reflete o compromisso do governo com a inclusão e o desenvolvimento sustentável. Com a inauguração da universidade e as promessas de energia elétrica, o presidente busca tornar tangíveis as melhorias na qualidade de vida dessas populações, que historicamente enfrentam desafios significativos em relação ao acesso a serviços básicos e ao reconhecimento de seus direitos.

A agenda pré-COP30 visa mobilizar e trazer à tona as necessidades das comunidades durante um evento que discutirá a emergência climática global, destacando a interseção entre a proteção ambiental e os direitos dos povos tradicionais.

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