Durante sua visita oficial à Malásia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou estar confiante em uma solução para o impasse causado pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. Lula destacou a importância do diálogo e revelou que espera se reunir neste domingo com o presidente americano, Donald Trump, em Kuala Lumpur.
Lula e Trump em diálogo sobre tarifaço e possibilidades de redução
Em conversa com jornalistas durante o voo para a Malásia, Lula garantiu que as negociações estão abertas e que não há vetos sobre os temas a serem discutidos. “Vamos colocar na mesa os problemas e tentar encontrar uma solução”, afirmou o presidente brasileiro. Já Trump, ao falar com a imprensa, admitiu que as tarifas às exportações brasileiras podem ser reduzidas “nas circunstâncias certas”, sinalizando a disposição de dialogar.
Expectativa de encontro bilateral e propostas de Lula
Segundo fontes próximas, há expectativa de que Lula e Trump se encontrem na capital malaia neste domingo. Lula reforçou sua disposição otimista: “Tudo depende da conversa. Eu trabalho com otimismo de que a gente possa encontrar uma solução”. Sobre as condições propostas por Trump para a redução das tarifas, o presidente brasileiro reiterou que as negociações continuam abertas e que ambos ainda não estabeleceram exigências formais.
“Não tem exigência dele e não tem exigência minha ainda. Vamos colocar na mesa os problemas e tentar encontrar uma solução. Pode ficar certo que vai ter uma solução”, reforçou Lula, que também participa da 47ª reunião de cúpula da ASEAN como convidado oficial.
Construindo relações na Ásia e reflexões sobre o cenário global
Na cerimônia de assinatura de acordos entre Brasil e Malásia, Lula fez questão de elogiar a liderança do primeiro-ministro Anwar Ibrahim, chamando-o de “amigo”. O presidente brasileiro também refletiu sobre a conexão pessoal e política com o líder malaio, que passou por perseguições semelhantes às de Lula no passado. “A química entre nós é forte, pois também temos histórias de resistência”, declarou.
Durante sua fala, Lula abordou questões mundiais, incluindo conflitos armados e protecionismo econômico. Ele destacou a necessidade de o mundo buscar a paz, criticando o prolongamento da guerra entre Ucrânia e Rússia, além do conflito em Gaza, e defendendo o livre comércio como caminho para um mundo mais justo e humanitário.“Precisamos mudar o mundo, promover a paz e combater o protecionismo que só alimenta desigualdades”, afirmou.
Diálogo com os EUA e temas internacionais
Trump, por sua vez, sinalizou uma possível reunião com Lula, afirmando que “provavelmente” terá encontro com o presidente brasileiro em Kuala Lumpur. Sobre as tarifas, o mandatário americano indicou que, nas circunstâncias certas, uma redução pode ocorrer, reforçando a disposição de negociar temas além do econômico, como conflitos internacionais e questões geopolíticas.
O cenário internacional, segundo Lula, demanda cooperação e diálogo aberto, mesmo em um momento de tensões mundiais. “Queremos um mundo onde o humanismo prevaleça, onde a paz seja prioridade e o comércio seja instrumento de fraternidade”, concluiu.
Para mais detalhes sobre a agenda de Lula na Ásia, acesse o site do Globo.




