Após o acordo de cessar-fogo, corpos de prisioneiros palestinos que foram devolvidos à Gaza tinham sinais de tortura e execução, de acordo com um médico do Hospital Nasser, na cidade de Khan Younis, sul de Gaza – responsável por receber os corpos das vítimas através do Comitê Internacional da Cruz Vermelha.
Os relatos dos médicos afirmam que as vítimas foram encontradas com vendas nos olhos, mãos algemadas e ferimentos de bala na cabeça. Além disso, os especialistas ainda disseram que havia evidências de que os palestinos foram espancados e executados e que nenhum corpo era passível de identificação.
“Também havia cicatrizes e manchas descoloridas na pele, indicando que haviam sido espancados antes de serem mortos. Também havia sinais de que seus corpos haviam sofrido maus-tratos após a morte”, disse o médico. A informação foi publicada pelo jornal inglês The Guardian.
Como parte do acordo de cessar-fogo assinado pelos Estados Unidos, o Hamas entregou os corpos de alguns reféns que morreram durante o conflito, assim como Israel, que também enviou de volta os corpos dos prisioneiros.
Início do cessar-fogo
O chefe do Hamas, Khalil Al-Hayya, declarou nesta quinta-feira (9) o fim da guerra com Israel. Ele afirmou ainda ter recebido garantias dos Estados Unidos e de mediadores de países árabes sobre um cessar-fogo permanente.
O anúncio de um acordo de paz foi feito na quarta-feira (8). Segundo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Israel e Hamas concordaram com a implementação de uma primeira fase para o fim da guerra.
Prisioneiros libertados
Os ônibus que levavam os prisioneiros palestinos que estavam no território israelense foram recebidos por uma multidão na Faixa de Gaza na manhã desta segunda-feira (13). Através das imagens, é possível perceber o som de fogos de artifício e pessoas saindo pelas janelas dos veículos para cumprimentar a população.
Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi recebido com gritos de apoio e aplausos no Parlamento de Israel, em Jerusalém, por liderar o acordo de cessar-fogo entre o país e o grupo terrorista Hamas.




