InícioCulturaPatricia Mellodi e grupo de mulheres lançam clipe “Qualquer Uma”

Patricia Mellodi e grupo de mulheres lançam clipe “Qualquer Uma”

Com a força da música e a urgência da denúncia, a cantora e compositora Patricia Mellodi se uniu a um time de mulheres para lançar o clipe “Qualquer Uma”, canção que é um poderoso grito de alerta e denúncia contra o feminicídio. A faixa será lançada nas plataformas de streamings pelo selo Tratore, nesta sexta-feira (29) e o clipe vai ao ar no Youtube de Patricia Mellodi na segunda-feira (1º) de setembro. O clipe teve o apoio da Firjan SESI, através do edital Mosaico e será compartilhado também no Youtube da Firjan Cultura.

 

A produção executiva é da Giz em cena produções, com a direção de Memeca Moschkovich e Glaucia Sundin. A música “Qualquer Uma” é composta por Patricia Mellodi em parceria com Ana Costa, artista com carreira consolidada. A direção do clipe é de Germana Guilhermme, cearense, que além de cantora, compositora e atriz se tornou uma grande diretora de clipes e tem se destacado com vídeos onde a temática é o feminino e suas lutas. A diretora de fotografia é a experiente Andrea Cebuki. O roteiro é assinado pela escritora Clara Mello, filha de Patricia e que também compõe o elenco.

“O videoclipe traz como conceito central a urgência de conscientizar que qualquer mulher pode ser vítima de feminicídio. Diferentemente do que ouvimos a vida inteira, o risco não está na roupa que usamos, na aparência que temos, ou nas escolhas de vida que fazemos. A violência de gênero, que está nas bases do Brasil e do mundo, não é responsabilidade da vítima em nenhuma instância, não escolhe perfil ou padrão, e pode atingir qualquer mulher”, afirma Patricia Mellodi.

O clipe, em preto e branco, se inicia com dados chocantes sobre a violência de gênero no Brasil. Mulheres dos mais variados perfis físicos aparecem reagindo à letra. Patricia Mellodi aparece nas ruas segurando a letra da canção em cartazes, como em uma passeata silenciosa e solitária. Um símbolo da insegurança e do silenciamento do qual as mulheres também são vítimas.

A esmagadora maioria dos casos de feminicídio, violência física, assédio e violência sexual acontece dentro de casa. Portanto, para as mulheres, o contexto doméstico e de intimidade, tido como espaço sagrado e seguro, é extremamente perigoso. A casa, cenário dessa violência, também está representada, sendo a imagem inicial do clipe.

Estão presentes no clipe mulheres brancas, pretas, LGBTQIAPN+, indígenas, trans, diversos corpos, de várias gerações num sentimento e postura de empoderamento, vergonha, medo, sororidade, identificação, espanto, entre outros.

Ao final, as mulheres aparecem juntas, unidas pela mesma condição de mulher, representando que a única saída é somar forças e vozes. Ainda temos um caminho longo pela frente na mudança dessa realidade, mas não precisamos mais caminhar sozinhas.
Germana Guilhermme, que dirige a gravação, disse que o clipe une força visual e simbólica para reforçar que a violência não escolhe perfil, classe social, raça, idade ou orientação sexual.

“’Qualquer Uma’ é um grito e um abraço em cada uma das mulheres. Tem força, seriedade, urgência, dor, vulnerabilidade, tem colo, carinho, suporte e acima de tudo total amor e respeito pelas mulheres. Dirigir e fazer a montagem desse videoclipe foi uma catarse e uma redenção. É a força das mulheres de mãos dadas e da mulher que levanta sua voz/cartaz e lidera essa união transformadora. É voz ecoando e acordando novos destinos. Fazer esse trabalho e vê-lo no mundo é cura coletiva, é sentir em cada célula que podemos fazer diferente quando estamos juntas”, disse Germana Guilhermme.

Com informações da Ascom

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