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Justiça Eleitoral condena Pablo Marçal a 8 anos de inelegibilidade pela terceira vez

Corte pontuou que o ex-candidato a prefeitura de São Paulo violou legalidades e reproduziu condutas "altamente reprováveis"; inelegibilidade não acumula e político deverá seguir fora do processo eleitoral até 2032

O ex-coach e político Pablo Marçal (PRTB) – candidato a prefeito de São Paulo em 2024 -, foi condenado pela terceira vez a inelegibilidade por 8 anos pela Justiça Eleitoral. O Juizado da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo o condenou por uso indevido dos meios de comunicação social, captação e gastos ilícitos de recursos, além de abuso de poder econômico em sua campanha para a Prefeitura de São Paulo nas eleições do último ano. Com a decisão, ele ficaria sem poder concorrer a cargos por eleições até 2032.

 

Segundo a decisão proferida pelo juiz Antônio Maria Patiño Zorz, Marçal foi acusado de comportamento criminoso por divulgar informações falsas contra a própria Justiça Eleitoral e por proferir ofensas a outros candidatos – ele insinuou que o rival Guilherme Boulos (PSol) era usuário de cocaína e que Tabata Amaral (PSB) desviava recursos do fundo partidário.

Adicionalmente, sua campanha foi censurada por disponibilizar na internet um link para a impressão de materiais com conteúdo eleitoral explícito.

Com a condenação, o ex-coach fica impedido de se candidatar a qualquer cargo público pelos próximos oito anos, a contar a eleição de 2024. As penas das três condenações não se acumulam. Marçal ainda tem a possibilidade de recorrer da decisão ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) e, caso a condenação seja mantida, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A primeira sentença de oito anos de inelegibilidade ao ex-coach foi proferida em fevereiro deste ano ,enquanto a segunda decisão é de abril de 2025.

Marçal reafirma inocência após decisão

Pablo Marçal se manifestou após decisão de Justiça sobre sua inteligibilidade. O político disse ter recebido a decisão “com serenidade”, mas que tem convicção de sua inocência e que vai recorrer novamente. Veja a declaração de Marçal na íntegra:

Recebo com serenidade a decisão de primeira instância que trata de episódios relacionados à eleição municipal de 2024. Embora respeite o posicionamento da Justiça Eleitoral, reafirmo minha total convicção de que sou inocente e reforço que os recursos cabíveis serão apresentados no tempo certo.

Sigo confiante na revisão dessa decisão pelas instâncias superiores, seja em São Paulo, seja no Tribunal Superior Eleitoral, e continuo acreditando na Justiça como instrumento legítimo de equilíbrio e verdade.

Não me movo por medo, nem por manchete. Continuo acreditando na Justiça e, acima dela, no propósito que me trouxe até aqui. Vou seguir firme, com transparência, respeito ao povo brasileiro e compromisso com a legalidade.

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