Teresina • sábado, 25 de abril de 2026
Destaques

Israel tem protestos após Exército matar 3 reféns por engano

Por admin 16 de dezembro de 2023 4 min de leitura
Manifestantes carregaram cartazes, velas e marcharam pelas ruas de Tel Aviv — Foto: Reuters

Centenas de israelenses voltaram às ruas de Tel Aviv, capital de Israel, para pedir a libertação imediata dos sequestrados na guerra contra o Hamas.

As manifestações, realizadas na noite desta sexta-feira (15), foram desencadeadas após o Exército de Israel informar que suas tropas mataram por engano três reféns israelenses que estavam em poder do Hamas.

Yotam Haim, Samer Talalka e Alon Shamriz conseguiram fugir dos terroristas e tentavam chegar a Israel . Os três carregavam uma bandeira branca quando foram mortos, segundo investigações iniciais.

Com cartazes pedindo “traga-os para casa agora” e “exigimos um acordo”, o grupo se reuniu em frente à base militar de Tel Aviv e, depois, marchou pelas ruas da cidade.

Israel tem protestos após Exército matar 3 reféns por engano — Foto: Reuters

Os protestos foram marcados ainda por várias bandeiras de Israel cobertas com tinta vermelha, cartazes com fotos dos três reféns mortos e de pessoas que permanecem desaparecidas.

“Uma tragédia terrível, eu acho. Um acordo deveria ter sido feito muito, muito antes. E todas as vidas de todas as pessoas inocentes poderiam ter sido poupadas. Acho que é uma grande tragédia o que está acontecendo aqui agora em todos… em todos … aspectos”, lamentou um dos manifestantes à agência Reuters.

Segundo o governo de Israel, 138 reféns ainda estavam sob poder do Hamas – contando com os três israelenses mortos por engano. Todos foram sequestrados há dois meses, desde que o grupo terrorista invadiu o sul de Israel, matando outras 1.402 pessoas.

‘Erro trágico’

Israelenses Yotam Haim, Samar Talalka e Alon Shamriz (da esquerda para a direita) sequestrados pelo Hamas e mortos por engano por tropas israelenses em 15 de dezembro de 2023. — Foto: Foto: Divulgação/Exército de Israel

Os três reféns foram mortos durante uma operação de tropas israelenses em Shejaiya, bairro da Cidade de Gaza, no norte do território palestino.

De acordo com o porta-voz do Exército israelense Daniel Hagari, eles conseguiram escapar do cativeiro e caminhavam em direção a território israelense.

“Durante os combates em Shejaiya, uma força das Forças de Defesa de Israel identificou erroneamente três reféns israelenses como uma ameaça. Como resultado, a força disparou contra eles e eles foram mortos”, declarou, em comunicado, um porta-voz do Exército.

Os três, ainda segundo o governo israelense são, cidadãos israelenses e haviam sido sequestrados em 7 de outubro pelo grupo terrorista:

  • O israelense Yotam Haim, sequestrado no kibutz de Kfar Gaza;
  • Samer Talalka, sequestrado no kibutz de Nir Am mas que era residente da cidade beduína de Rahat;
  • Alon Shamriz, que também vivia em Kfar Gaza e era filho de iranianos, segundo o jornal “The Israel Times”.

Os corpos dos três foram levados pelos soldados a território israelense, onde foram identificados.

Porta-voz do Exército de Israel durante pronunciamento no qual disse que militares mataram três reféns por engano. — Foto: Reprodução

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu desculpas às famílias e disse que aprendeu “lições necessárias”. Mas afirmou que incursões seguirão.

Em nota, a Casa Branca tratou o caso como um “erro trágico” cometido pelo exército israelense.

Já as Forças de Defesa de Israel chamaram o caso de “incidente” e disseram que aprenderam ‘lições’ com o episódio, mas afirmaram que seguirão em busca dos reféns ainda em poder do Hamas.

O conflito entre Israel e Palestina começou após terroristas do grupo Hamas iniciarem um ataque sem precedentes contra o território israelense. Israel declarou guerra ao grupo terrorista, e bombardeios entre os dois lados continuam desde então.

Reféns mortos por engano pelo Exército de Israel carregavam uma bandeira branca, apontam investigações — Foto: Reuters
Manifestantes pedem libertação sequestrados após Exército de Israel reféns por engano — Foto: Reuters

 

Below Media