Em 1986, uma missão do ônibus espacial Challenger, da Agência Espacial dos EUA (NASA), teve um problema de lançamento e sete pessoas morreram dentro do módulo, que despencou nas águas da Flórida e não pôde sair da atmosfera.
36 anos depois, os mergulhadores Mike Barnette e o mergulhador Jimmy Gadomski encontraram destroços da missão nas águas profundas do Caribe.

Os mergulhadores conseguiram identificar o destroço a partir de duas evidências: a proximidade do objeto do “litoral espacial” da Flórida, onde dejetos de construções da NASA acabam caindo, além do fato de o objeto ter tijolos de proteção térmica de 20 cm².
Os responsáveis pela descoberta entraram em contato com a agência, que atestou a veracidade da placa e confirmou que realizará uma pesquisa sobre o achado.
“Percebemos que o item vai mais fundo na areia, então é difícil determinar seu tamanho real”, explicou Mike Cianelli, gerente do Programa de Lições Aprendidas com a Apollo, Challenger e Columbia, em entrevista ao History Channel. “Mas estou confiante de que esse é um dos maiores pedaços já encontrados da Challenger”.
O acidente da Challenger de 1986 é uma das mais marcantes tragédias da exploração aeroespacial. A queda do ônibus espacial foi televisionada e gerou grande comoção no país.
O desastre marcou o governo Reagan por um dos mais tocantes discursos da história do país, quando o então presidente estadunidense prestou condolências às vítimas.

“Nunca os esqueceremos. Nem esqueceremos da última vez que os vimos, nesta manhã, enquanto se preparavam para sua jornada e acenavam adeus. Eles estavam ‘escorregando das amarras grosseiras da terra’ para ‘tocar a face de Deus’”, disse o chefe do executivo.
Fotos: Foto 1: Reprodução/History Foto 2: NASA