A Pesquisa do Índice de Confiança do Empresário do Comércio ( ICEC ) tem como objetivo produzir um Indicador, antecedente de Vendas, com capacidade de medir a percepção que os Empresários do Comércio têm sobre o Nível Atual e Futuro de investir em curto e médio prazo.
A ICEC é realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo em parceria com a FECOMERCIO-PI. Os pontos da Pesquisa variam de 0 a 200, sendo zero total de pessimismo e 200, último grau de otimismo. O valor 100 é o limite entre o pessimismo e o otimismo, também chamado de zona de indiferença,
Ao comentar o resultado da Pesquisa o Presidente da FECOMERCIO-PI e Primeiro Vice- Presidente da CNC Valdeci Cavalcante levou em conta a opinião abalizada do grupo de Comerciantes que respondeu as perguntas qualitativas referentes a economia brasileira, ao setor Comércio e as Empresas, tanto nas Condições Atuais quanto nas expectativas para os próximos 6 meses, bem como os Investimentos.
O ICEC apurado no mês de março de 2021 foi de 121,2 pontos, que na comparação com o mesmo mês do ano anterior sofreu uma queda de 15,5% e comparando com o mês passado houve estabilização ( passou de 121,3 em fevereiro para 121,2 pontos em março ).
O grupo de Empresários que emprega mais de 50 pessoas teve uma melhor avaliação ( 131,2 pontos ) e as Empresas do ramo de vestuário e calçado ficou no patamar de pessimismo (96,3 pontos ), caindo 13,01% com relação ao mês passado e uma variação de -24,94% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
A Pesquisa é composta por três componentes: Condições Atuais, Expectativas de contratações de Empregados e os Investimentos. Nas Condições Atuais os Empresários do ramo de Calçados e Vestuários declararam que a Economia Brasileira piorou neste mês a ponto de chegar a 43,0 pontos de Confiança. Já para 80,4% dos Empresários a Economia Brasileira melhorará muito a Curto Prazo, a alegação é que vai surgir a nova transferência de Renda do Governo Federal para acelerar a Economia. Nesta condição, as expectativas para os próximos meses o otimismo ficou em 152,2 pontos.
O setor Comércio também não foi bem avaliado nas Condições Atuais, pelos Comerciantes de Teresina, apenas 29,9% declararam que o segmento melhorou, enquanto 70,1% disseram que piorou. Já as Expectativas para o setor no Curto Prazo 90,0% disseram que melhorará, com destaque para o ramo de roupas e sapatos que no Curto Prazo alcançou o otimismo de 142,6 pontos, mostrando esperança de voltar aos dias de antes da pandemia.
O Índice de expectativa de contratação de empregados para os próximos 6 meses foi de 124,8 pontos, registrando um aumento de 16,48% com relação a pesquisa do mês anterior que atingiu 114,3 pontos. O perfil de mais contratações encontra-se nas empresas com mais de 50 empregados avaliados por 80,0% dos empresários entrevistados e o ramo de bens duráveis citados por 64,9% deles.
Por grupos de Atividades apenas o setor de vestuário e calçados ficou na faixa de pessimismo com 96,4 pontos. As expectativas deste setor é reduzir o número de Empregados.
No entendimento da FECOMERCIO-PI os maiores Empresários de Teresina, aquelas que tem mais de 50 Empregados, 85,7% destes Comerciantes acreditam que o controle dos Estoques está adequado, ou seja, as mercadorias estão rodando adequadamente.
A FECOMERCIO-PI tem posição antagônica ante o posicionamento das autoridades de Teresina com relação ao afastamento dos Comerciantes de suas lojas até porque não teria havido um número bastante significativo de baixas de Empresas e consequentemente perdas de emprego.
Toda atividade Comercial foi atingida e desta forma necessita de reforços financeiros para o retorno, mas os Bancos não estão mostrando muito interesses porque muitos não oferecem garantias que eles pedem. Acredita-se que o retorno comece pelas micro empresas porque são elas que estão mais próximas ao consumidor e também pelo fato de exigir pouco capital para a volta.
Fonte: Ascom