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Pesquisa mostra pessimismo do empresário teresinense nos meses de junho, julho e agosto

A pesquisa sobre o índice de Confiança dos Empresários do Comércio de Teresina (ICEC) tem por objetivo medir com precisão a percepção que os comerciantes têm sobre o Nível, atual e futuro, da Propensão a Investir em curto e médio prazo. É uma ferramenta poderosa para o varejo, para os fabricantes e para as Instituições Financeiras. O Levantamento atinge 135 Empresas do Comércio de Bens e Serviços. Foi realizada pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) em parceria com a FECOMERCIO-PI através do Instituto FECOMERCIO de Pesquisa e Desenvolvimento – IFPD-PI

O resultado é revelado em pontos e percentual. No primeiro, destaca-se que os valores acima de 100 encontram-se em situação de otimismo e, abaixo deste valor, diz respeito ao pessimismo. O índice 100 é a fronteira entre a avaliação de satisfação e insatisfação dos Empresários, também chamado de índice de indiferença.

Embora tenha havido estímulo do Governo Federal através do Benefício Emergencial de Prevenção do Emprego e da Renda e dos Empréstimos com juros baixos (PONAMPE) os Empresários do Comércio tiveram recuo acentuado na Confiança. Com as portas cerradas há 5 meses, as Empresas do Comércio foram uma das últimas atividades econômicas a voltarem a funcionar em meio a pandemia. Em junho o pessimismo foi de 77,6 pontos, julho subiu um pouco para 78,4 e finalmente em agosto para 74,4 pontos, representando um recuo de 5,11% de julho para agosto. Na comparação com o mês de agosto do ano passado (115,7 pontos) houve uma variação de – 35,7%, uma queda percentual jamais visto nesta pesquisa que se iniciou em 2010.

Os índices que medem a confiança dos empresários são resultados das suas percepções sobre Investimentos nas Empresas, bem como seus pontos de vista sobre a Economia Brasileira, sobre o Setor Comércio e Sobre suas Empresas, no presente e no futuro.

Condições atuais
Ao serem avaliados sobre a Economia Brasileira no Momento Atual, apenas 1,3% dos pesquisados disseram que a Economia Brasileira neste mês melhorou muito, enquanto 94,9% afirmaram que piorou.
Dentro da análise em pontos, a situação ficou ainda pior para os semiduráveis, tipo calçados e vestuários com 9,4 pontos apenas, que caracteriza alto grau de pessimismo. O setor comércio também não foi bem avaliado pelos empresários, uma vez que obteve um índice de Confiança de 35 pontos; 10,9% disseram que o setor melhorou e 89,1% informaram que piorou. Ademais, para 88,1% dos Empresários, as Condições Atuais das Empresas, foi de piora, neste mês.

Expectativas para os próximos seis meses
Mais da metade (58,3%) dos varejistas de Teresina tem expectativas de que a Economia venha melhorar nos próximos meses e 77,8% deles garantem que suas Empresas encontrarão nos próximos meses um cenário mais otimista. Todos os três fatores que compõem este índice obtiveram otimismo acima dos 100 pontos. A economia foi avaliada em 110,2 pontos, o setor Comércio em 131,0 e a Empresa em 141,2 pontos. Neste contexto, os Empresários estão confiantes no surgimento da vacina contra o Corona vírus para que a normalidade do Comércio de Teresina se efetive.

Investimentos
85,2% dos Empresários do Comércio afirmaram que os investimentos em suas Empresas, no mês de Agosto, foram menores do que os realizados no mesmo mês do ano anterior. Dos Investimentos analisados nesta Pesquisa, o principal refere-se às Expectativas de Contratações de Empregados que, neste mês, obteve o Índice de pessimismo de 54,9 pontos.
Segundo o levantamento, 84,7% dos Empresários informaram que a expectativa é de reduzir as contratações. O investimento em capital humano está em segundo plano para os
empresários do Comércio de Teresina.

Quanto aos Investimentos em Estoques, 29,8% das Empresas do comércio consultadas informaram que tinham um volume de mercadorias acima do adequado, evidenciando muita mercadoria estocada antes da pandemia do covid 19. No segmento de vestuários e calçados, o volume excessivo de produtos estocados foi ainda maior (34,4%).

O presidente da FECOMERCIO-PI, Valdeci Cavalcanti, conclui que a elevação no nível de estoques fora oriundo dos investimentos, na compra de produtos, destinados a comercialização do dia das mães, que teve um dos piores resultados, em vendas, dos últimos anos.

Fonte: Ascom

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