A vice-governadora do Piauí, Regina Sousa (PT) se reuniu nesta terça-feira (19) com representantes da Fundação Itaú, juntamente com técnicos da Secretaria Estadual de Educação, Secretaria de Assistência Social e representantes da Fazenda da Paz para discutir a situação das pessoas já positivadas com o novo coronavírus mas que não
apresentaram sintomas graves da doença, ocasionando na liberação dessas para que fiquem em quarentena nas suas próprias residências, mesmo estando infectadas.
“É uma preocupação com os mais pobres, com as pessoas que saem apavoradas de um hospital. O resultado do teste deu positivo, mas não tem sintomas então vai para casa. Quantas pessoas de casa ela poderá passar esse vírus? então é preciso que a gente se preocupe com esse pessoal”, ressaltou Regina.
A problemática envolve o fato de que muitas das pessoas não possuem estrutura em suas residências para que se isolem um ente de sua família dos demais membros, para que assim se evite o contágio de toda aquela família.
“Muita gente mora em uma casa de um quarto, como se isolar? pensando nisso a gente foi buscar esse apoio da Fundação Itaú. para ver a possibilidade para a construção de um abrigo para o isolamento dessas pessoas”.
Conforme a gestora, o aval positivo da Fundação Itaú foi dado nesta terça-feira, e agora só restam as tratativas com outros setores que serão vinculados aos abrigos.
“A entidade escolhida para gerenciar o projeto, que já foi aprovado, será a Fundação da Paz. A gente vai começar o andamento desse processo de construção de abrigos em escolas. A gente vai fazer um em cada zona da cidade, algo em torno de 200 vagas. Eu sugeri que fossem 4, um para cada zona da cidade”, explicou a vice-governadora.
Segundo Regina, as pessoas que serão encaminhadas para esses abrigos poderão passar somente os 14 dias necessários para verificar se a doença irá evoluir para um caso mais sério ou não. Em casos em que a doença se agrave, será firmada uma parceria com a Prefeitura de Teresina, para que as pessoas que necessitem desse encaminhamento médico sejam recebidas pelos hospitais de campanha administrados pela gestão municipal.
“As pessoas vão ficar em isolamento. Com acompanhamento, vai ter profissionais da área da saúde acompanhando. Lá eles vão passar os 14 dias de isolamento necessários. Caso a doença evolua, negociações serão iniciadas com a Prefeitura Municipal de Teresina para avaliar como será a relação com o sistema de saúde”, finalizou.
Fonte e foto: parlamentopiaui.com.br